O governo de Mato Grosso do Sul ingressou na segunda-feira (16) com ação no Tribunal de Justiça (TJ-MS) contra o Sindicato dos Servidores do Detran (Sindetran-MS). A categoria entrou em greve e pede reajuste, recusando proposta do governo de abono de R$ 250.
Nesta terça-feira (17), o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) criticou o movimento, que definiu como de “cunho político”, apesar do acordo entre estado e categoria. “Tínhamos bem avançado o entendimento na semana passada e o sindicato entendeu, depois de acordado com o Poder Executivo, que teria que fazer a greve. Acho que ela tem um cunho muito político”, disse.
Azambuja afirmou que os servidores do órgão já tiveram demandas atendidas. “Entendo as reivindicações de todas as categorias, mas o momento da economia nacional e de incerteza não permite muitas vezes prometer o que não se pode cumprir. O Detran foi atendido no ano passado, foi atendido agora também, mas a greve é um direito. Estamos questionando judicialmente quanto à legalidade da greve”, explicou.
Outro lado
Ao Capital News, o assessor jurídico do Sindetran, Eliton de Oliveira, disse que a ação pede a ilegalidade da paralisação. “O Detran e o governo ingressou com essa ação tendo por fundamento a ilegalidade e abusividade da greve”, esclareceu.
“[O argumento da] ilegalidade, com fundamento de que não foram feitas assembleias, está incorreto, porque foram realizadas três assembleias. [O governo] alega que não foi informado devidamente desses resultados, o que também está incorreto, porque tem todos os ofícios que estão sendo juntados ao processo, demonstrando que o governo e o Detran tiveram ciência de todas as propostas e contrapropostas. E com relação à abusividade, [o governo] alega a questão da paralisação total, o que também falta com a verdade, porque ele mesmo [o governo] declara que [o Detran] não está parado, além de ter servidores que não aderiram à greve. Cerca de 60% do órgão ainda está funcionando”, explicou o advogado.



