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Política Terça-feira, 17 de Maio de 2016, 12:58 - A | A

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Paralisação

Governo de MS ingressa com ação judicial contra greve de servidores do Detran

Reinaldo Azambuja disse que greve tem “cunho político”, mas disse entender as reivindicações da categoria

Adriel Mattos
Capital News

Deurico/Capital News

Governo de MS ingressa com ação judicial contra greve de servidores do Detran

Governador Reinaldo Azambuja (PSDB)

O governo de Mato Grosso do Sul ingressou na segunda-feira (16) com ação no Tribunal de Justiça (TJ-MS) contra o Sindicato dos Servidores do Detran (Sindetran-MS). A categoria entrou em greve e pede reajuste, recusando proposta do governo de abono de R$ 250.

Nesta terça-feira (17), o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) criticou o movimento, que definiu como de “cunho político”, apesar do acordo entre estado e categoria. “Tínhamos bem avançado o entendimento na semana passada e o sindicato entendeu, depois de acordado com o Poder Executivo, que teria que fazer a greve. Acho que ela tem um cunho muito político”, disse.

Azambuja afirmou que os servidores do órgão já tiveram demandas atendidas. “Entendo as reivindicações de todas as categorias, mas o momento da economia nacional e de incerteza não permite muitas vezes prometer o que não se pode cumprir. O Detran foi atendido no ano passado, foi atendido agora também, mas a greve é um direito. Estamos questionando judicialmente quanto à legalidade da greve”, explicou.

Outro lado
Ao Capital News, o assessor jurídico do Sindetran, Eliton de Oliveira, disse que a ação pede a ilegalidade da paralisação. “O Detran e o governo ingressou com essa ação tendo por fundamento a ilegalidade e abusividade da greve”, esclareceu.

“[O argumento da] ilegalidade, com fundamento de que não foram feitas assembleias, está incorreto, porque foram realizadas três assembleias. [O governo] alega que não foi informado devidamente desses resultados, o que também está incorreto, porque tem todos os ofícios que estão sendo juntados ao processo, demonstrando que o governo e o Detran tiveram ciência de todas as propostas e contrapropostas. E com relação à abusividade, [o governo] alega a questão da paralisação total, o que também falta com a verdade, porque ele mesmo [o governo] declara que [o Detran] não está parado, além de ter servidores que não aderiram à greve. Cerca de 60% do órgão ainda está funcionando”, explicou o advogado.

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