O novo secretário de Obras e ex-deputado estadual, Semy Ferraz, disse após reunião com o prefeito na manhã desta quarta-feira (2), esperar não ter problemas de relacionamentos com o governador André Puccinelli.
Semy era forte opositor de Puccinelli na Assembleia Legislativa e não foi reeleito em 2006, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Vintém. Na época, o filho do governador, André Puccinelli Júnior, apareceu como suspeito de implantar provas contra o então deputado.
O secretário afirmou que os conflitos com o governador não irão atrapalhar na administração de Campo Grande.
“Eu entendo que não atrapalha em nada porque eu fui a vítima. O que eu tinha que fazer eu já fiz, que foi entrar na Justiça”, disse Semy.
Para o secretário, a boa relação com o secretário de Obras de Mato Grosso do Sul, Wilson Cabral, facilitará o trabalho na capital.
A opinião do Governador
Enquanto acompanhava a votação da nova mesa diretora da Câmara Municipal de Campo Grande, na noite de ontem (1º), André Puccinelli disse não terá problema de relacionamento com o secretário.
“Sempre estive aberto aos 78 prefeitos. Ninguém brigou comigo com exceção do Ruiter Cunha [então prefeito de Corumbá], mas depois fizemos as pazes. Sempre recebi e ajudei os prefeitos petistas de todas as cidades”.
Foto: Deurico/CapitalNews
O governador disse ainda que as questões políticas e partidárias serão deixadas de lado.
Três funções
O ex-deputado acumula três funções na nova administração: secretário de Infraestrutura, Transporte e Habitação, secretário de Obras e diretor da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran).
Semy disse que daqui três ou quatro dias deve assumir somente a Secretaria de Obras. Questionado sobre a dificuldade de assumir os três postos, Semy afirmou não ter problema.
“No começo a prioridade é a integração, então não é ruim. Eu acho que facilita o trabalho”, declarou.
