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Transparência

Governo nomeia Gil Márcio Franco para comando interino da Agesul

Nomeação ocorre após exoneração de Rudi Fiorese, preso na Operação “Buraco Sem Fim”

João Gabriel Vilalba
Capital News

Bonito Informa

Gil Márcio Franco é o novo diretor interino da Agesul

Gil Márcio Franco é o novo diretor interino da Agesul

Após a exoneração de Rudi Fiorese, preso durante a Operação “Buraco Sem Fim”, deflagrada pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) anunciou Gil Márcio Franco como novo diretor-presidente interino da autarquia.

A nomeação foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (14).

Conforme o decreto, Gil Márcio Franco foi designado para exercer, interinamente, o cargo de diretor-presidente da Agesul, sem prejuízo de suas funções anteriores. Ele também passa a atuar como ordenador de despesas da agência, com efeitos retroativos a partir de 13 de maio de 2026.

Rudi Fiorese exonerado após ser preso na operação 

 O engenheiro Rudi Fiorese foi exonerado do cargo de diretor-presidente da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos após ser preso na última terça-feira (12) durante a Operação “Buraco Sem Fim”, deflagrada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção.

Rudi assumiu a presidência da Agesul em fevereiro deste ano, mas já integrava a estrutura da agência desde 2023, quando ocupava o cargo de diretor-executivo.

Antes disso, o engenheiro comandou a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos entre 2016 e 2023, durante a gestão do ex-prefeito Marquinhos Trad. Posteriormente, foi exonerado pela prefeita Adriane Lopes.

Além de Rudi Fiorese, outras seis pessoas foram presas durante a Operação “Buraco Sem Fim”. O ex-secretário já era investigado anteriormente na Operação Cascalhos de Areia.

Segundo o Ministério Público, a investigação identificou a atuação de uma organização criminosa suspeita de fraudar contratos de manutenção de vias públicas por meio da manipulação de medições e realização de pagamentos indevidos.

• Saiba mais sobre a Operação “Buraco Sem Fim”

Os promotores apontam que houve pagamentos públicos incompatíveis com os serviços efetivamente executados, permitindo suposto desvio de recursos públicos, enriquecimento ilícito e prejuízos à qualidade das vias públicas municipais.

Levantamento da investigação indica que, entre 2018 e 2025, a empresa investigada firmou contratos e aditivos que somam R$ 113,7 milhões.

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