Deputados estaduais estão preocupados com uma proposta que tramita no Congresso Nacional que recriaria a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Na sessão de terça-feira (16), Paulo Corrêa (PR) citou que a carga tributária maior vai pesar no bolso do contribuinte.
“Não há nenhum benefício com esse imposto, que incidirá em todos os agentes da cadeia produtiva na maior parte das operações bancárias, gerando um preço final maior e quem vai arcar será o consumidor e não o empresário, pois o imposto já é repassado no custo de produção”, alertou. Ele pediu um debate nacional e uma moção de repúdio à Câmara dos Deputados.
O 1º secretário da Assembleia Legislativa, deputado José Roberto Teixeira, o Zé Teixeira (DEM), afirmou que a nova CPMF não será benéfica ao Brasil. “Quando esteve em vigor, com a promessa de ser usado para a saúde, não foi usado para essa especificação. O dinheiro foi desviado e aplicado em outras fontes. É um absurdo o povo ficar refém desse imposto sem retornos na saúde, educação, segurança ou infra-estrutura”, destacou.
Amarildo Cruz (PT), apesar de ser do mesmo partido da presidente Dilma Rousseff, declarou que a bancada estadual é contrária à proposta. “É um problema de gestão do Estado brasileiro e dos estados-membros, por não fazer uma discussão sobre finanças. A bancada do PT também é contra o aumento do imposto em qualquer esfera”, enfatizou.
Movimentos populares
Por outro lado, os movimentos Pátria Livre, Olho Fatal – Maçons Brasil, Movimento Democrático Pró-Impeachment; contrários ao governo Dilma; e a Associação Comercial de Campo Grande (ACICG) e Sindicato Rural de Campo Grande se reuniram na terça-feira com o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB) e secretários estaduais para pedir apoio contra a volta da CPMF.
Cerca de 30 pessoas estiveram presentes na reunião. Azambuja se comprometeu a trabalhar politicamente contra o novo imposto.




