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Política Sexta-feira, 14 de Junho de 2013, 15:52 - A | A

Sexta-feira, 14 de Junho de 2013, 15h:52 - A | A

Deputado participa de mobilização por paz no campo e cobra respeito à legalidade

Samira Ayub - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Produtores rurais realizam nesta sexta-feira (14) mobilização em Nova Alvorada do Sul para pedir paz no campo e segurança jurídica no Estado. O protesto acontece no entroncamento entre as BRs-163 e 267. O deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB) participa da mobilização e durante seu pronunciamento cobrou do governo federal respeito à legalidade.

Os manifestantes distribuem materiais informativos sobre o movimento para os motoristas que passam pelo local. Com o tema “Onde tem justiça, tem espaço para todos”, cerca de quatro mil pessoas estão reunidas em tendas montadas ao lado da BR-163.

Azambuja destacou que a União precisa negociar com os produtores rurais a compra de propriedades, se pretende ampliar as terras indígenas. “O governo tem de pagar um preço justo pelas terras. Em Mato Grosso do Sul, não há terras invadidas por produtores. As terras foram tituladas ou pela União ou pelo Estado. Portanto, o governo não pode ser conivente com invasões, nem fazer expropriações”, afirmou o parlamentar.

“Queremos a legalidade no País. Essa situação gera insegurança jurídica e prejudica não apenas produtores e indígenas, mas toda a sociedade” ressaltou Azambuja. “Se o governo quiser ampliar algumas aldeias, terá de pagar pelas terras. Nós somos ordeiros, pacíficos e defendemos a legalidade. Basta de violência no campo”, destacou.

O parlamentar informou que durante encontro com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em Brasília, ele admitiu que o governo federal precisa colocar um fim ao conflito entre indígenas e produtores. “O próprio ministro reconheceu que não dá mais para empurrar o problema com a barriga”, declarou Azambuja.

Na reunião estavam presentes a ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, o advogado-Geral da União, ministro Luís Inácio Adams, e o ministro chefe da Secretaria da Presidência da República, Gilberto Carvalho, que na última quarta, por aprovação de um requerimento de coautoria de Azambuja, terá que comparecer à Comissão de Agricultura da Câmara dos deputados para explicar os motivos do imobilismo do governo federal diante da violência no campo.

Ainda esta semana, em reunião com o presidente da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Leonardo Steiner, Reinaldo cobrou um posicionamento da Igreja Católica a respeito do assunto. “Ele concorda que a situação em Mato Grosso do Sul é diferente de outras áreas do País e defende o pagamento de indenizações sobre as áreas reivindicadas pelos índios”, afirmou o parlamentar.

Para Azambuja, não basta compras a terras de produtores rurais para resolver o problema, mas definir uma política indigenista. “É preciso dar condições para os índios produzirem, não basta apenas terra. Hoje, as comunidades indígenas em muitas aldeias vivem na miséria, passam fome. Eles precisam de instrumentos para seu sustento, para ter qualidade de vida”, defendeu o parlamentar.

A senadora Kátia Abreu (PSD-TO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura, está presente na manifestação, assim como o presidente estadual do PSDB, deputado Márcio Monteiro, o senador Waldemir Moka (PMDB), os deputados federais Geraldo Resende (PMDB), Fábio Trad (PMDB), Akira Otsubo (PMDB), o deputado estadual Zé Teixeira (DEM) e a deputada Mara Caseiro (PTdoB).

A manifestação “Onde tem justiça, tem espaço para todos” foi organizada pela Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

A tensão em Mato Grosso do Sul aumentou após a morte do terena Oziel Gabriel, durante reintegração de posse na Fazenda Buriti, em Sidrolândia. O conflito chamou a atenção da imprensa nacional e internacional para Mato Grosso do Sul e uma série de invasões foram desencadeadas no Estado. “Não é essa a imagem de violência que queremos passar de Mato Grosso do Sul. Somos um povo pacífico. A omissão do governo federal é responsável por essa guerra entre irmãos. O governo precisa dar um basta a esse conflito”, enfatizou Reinaldo.
 

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