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Política Quarta-feira, 12 de Junho de 2013, 16:38 - A | A

Quarta-feira, 12 de Junho de 2013, 16h:38 - A | A

Deputado diz que governo é omisso em conflitos

Samira Ayub - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Durante discurso no plenário da Câmara na terça-feira (11), o deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM/MS) classificou o governo federal como omisso e acuado no tratamento do conflito indígena no Estado.

O parlamentar apontou equívocos históricos, religiosos e governamentais que resultaram no quadro de tensão em Sidrolândia, a 70 quilômetros da Capital. Mandetta criticou a forma como hoje é feita a demarcação das terras destinadas aos índios e ressaltou a necessidade da realização de um pacto preservando os povos indígenas e indenizando justamente os proprietários afetados.

“O anúncio do governo de incluir outros órgãos na análise dos estudos de demarcação só prorroga o sofrimento. Não atende índios nem proprietários de terras. Com esse quadro, ninguém mais vai querer investir no Mato Grosso do Sul. Entendemos que deve se construir um pacto indígena, considerando os índios em áreas isoladas e áreas onde há ocupação do homem, exercendo atividades sociais, econômicas e culturais sobre o ambiente, sejam indenizadas aos proprietários afetados. Não vamos dar aval para medidas protelatórias”, afirmou Mandetta.

Mandetta criticou o tratamento desigual desferido pela ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, ao Paraná – onde pretende se candidatar ao governo – e Rio Grande do Sul – governado pelo PT – em relação ao Mato Grosso do Sul. Nos estados sulistas, houve a suspensão de todos os estudos de demarcação de terras. “Isso fez com que, no Mato Grosso do Sul, se desrespeitasse qualquer forma de lei”, apontou.

Com um detalhado resgate histórico da ocupação do estado, iniciado após a Guerra do Paraguai, Mandetta comprovou que o Mato Grosso do Sul foi povoado à partir do incentivo da União, que concedeu títulos de terra aos interessados em produzir e desenvolver a economia local. “Já nos anos 60, houve incentivos para fazer com que a produção agrícola pudesse sair das acanhadas possibilidades do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, e passássemos a ser o celeiro do mundo. Isso foi construído com suor de pessoas no Mato Grosso do Sul, que produziram dentro da ordem e da lei”, explicou Mandetta sobre o início da nova fronteira agrícola no Centro-Oeste, com o aval e estímulo do governo federal.

“Fica um apelo de um deputado que assiste, no seu primeiro mandato, essa Casa hesitante com invasão no plenário, com um presidente acuado. Fica a impressão de um governo hesitante, acuado, com medo de enfrentar um problema histórico, com a omissão da presidente da Nação”, concluiu Mandetta.
 

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Valfrido M. Chaves 13/06/2013

Desculpe, Deputado, mas o governo petista não é omisso, ele apenas tem objetivos próprios da ideologia de seu Partido, o PT , que é conflitar, aguçar as contradições , como eles mesmos dizem. O que vemos é um programa para conflitar, dividir a sociedade, dentro da cartilha leninista que o sr. deve conhecer, Devemos dar nome aos bois, e a verdade deve ser dita para esclarecer a todos.

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