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Política Sexta-feira, 13 de Março de 2015, 08:46 - A | A

Sexta-feira, 13 de Março de 2015, 08h:46 - A | A

Deputada federal defende a agropecuária

Taciane Peres - Capital News

A deputada federal Tereza Cristina (PSB) participou na manhã desta sexta-feira (13) do programa de rádio Tribuna Livre onde comentou sobre diversos setores da economia agropecuária, greve do setor de transporte e a crise econômica e falta de credibilidade política que o país enfrenta neste início de ano. Na ocasião a deputada comentou também sobre novos projetos para Mato Grosso do Sul. “Todos os dias nós vemos uma romaria de prefeitos, vereadores atrás de recursos que foram parte liberados, obras paradas, empreiteiras desmobilizando o interior, escolas, creches, uma situação muito complicada. Tenho tido pena dos prefeitos, que querem fazer mas estão de mãos atadas. Tem muita responsabilidade no município, mas os investimentos para mostrar serviço dependem essencialmente do governo federal e hoje existe uma “paradeira generalizada” , não se recebe um tostão em ministério nenhum.

“Excesso de crédito”
“Como parte da comissão de agricultura e abastecimento rural sei que é uma situação seríssima, mais grave do que o governo achava no início da paralisação, o problema desse segmento vinha sendo sucateado, abriu muito crédito, muita gente pegou dinheiro no BNDES muito barato, gente que não é do ramo comprou caminhão também e existe uma falta de liderança e vários segmentos dentro dessa categoria. Então o que aconteceu de ruim, excesso de crédito, um excesso de oferta, de frete de caminhões trafegando por ai e o frete caiu. É a lei da oferta e da procura. Os caminhoneiros autônomos, com o preço dos pedágios e da gasolina e do diesel e o frete baixando eles mal conseguem pagar as despesas do próprio caminhão, para sua sobrevivência. Então nós temos os autônomos, que são os pequenos, temos as cooperativas de caminhão, como suínos, aves, cooperativas de caminhões e as grandes empresas e transportadoras, então é um movimento que os três segmentos queriam coisas diferentes e isso dificultou muito o entendimento do governo, pois achou que passando a mão nas grandes transportadoras ou atendendo só os pequenos ele ia resolver mas é muito mais grave a situação. Através da frente parlamentar recebemos caminhoneiros autônomos, muita gente do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e estão numa situação muito grave”, analisa a deputada.

Baixa do diesel difícil
“Baixa o óleo diesel, eu acho muito difícil, como o governo vai baixar numa hora dessa, baixar Pis, Cofins, enfim, acho muito difícil o governo fazer essa concessão neste momento grave em que vivemos na economia nacional. Na última quinta-feira (12) a comissão da frente parlamentar da agricultura foi ao Ministro da Fazenda Joaquim Levi e o caminho está indo para um adiamento das prestações do BNDES, pelo menos um ano para que se retome os pagamentos e deve ser por isso que vamos caminhar. O governo tem que agir rápido se não eles vão paralisar de novo pois eles vão parar o Brasil”.

PEC 215 – demarcação de terras indígenas
“Sobre a divisão de terras, essa PEC tem uma comissão especial que não é permanente para ver os encaminhamentos que foram dados sejam retomados e chegue a um consenso. Na verdade o que precisa ficar claro é que o supremo que o marco temporal é 1988, e ainda tem gente discutindo isso, o que precisa é a Funai, o governo, as entidades, todo mundo entender que pode existir um caminho para essa questão indígena, as realidades são muito diferentes. No Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo, MS e Amazonas são muito diferentes e temos que avaliar muito isso, temos que saber o que realmente os indígenas querem”, afirma Tereza.

CPI da Petrobras
“Não há dúvida que com o maior escândalo do século que é este da Petrobras tem que ser apurado, mas precisamos ter muita responsabilidade com o país, eu não sou daquele tipo de pessoa que acha que quanto mais estiver pior melhor, estou como oposição ao governo, a gente tem uma responsabilidade com o país e com os brasileiros, então não adianta pensar com o fígado, temos que apurar e ter responsabilidade com os atos, por que o Brasil vive um momento muito difícil. Os prefeitos estão desesperados, eles mal dão conta de pagar a folha de pagamento, não tem um real para investir, por isso a caravana da saúde vai ajudar por que os prefeitos vão ter uma ajuda, por que Brasília está parada, ontem eu estive no Ministério da Integração Nacional e os orçamentos, verbas e orçamento de 2013 que foram liberadas e obras estão paradas, estamos em 2015 e temos obras paradas, algumas empresas não estão recebendo e isso gera desemprego. Greve dos caminhoneiros, crise política, crise da Petrobras, quantos empregos por exemplo no Rio de Janeiro o desemprego é em massa, greve no setor energético, então as coisas estão muito complicadas e precisamos sair dessa crise”.

Agropecuária forte
Nós estamos passando por um momento de falta de liderança econômica e política. Não tenho visto ninguém com uma fórmula para resolver o problema. Acho que a presidente Dilma ela está isolada, vemos pelas falas dela que ela não está conseguindo mostrar para a população brasileira que tem uma saída. É uma falta de credibilidade do governo e não conseguimos ver uma solução para os problemas e está complicado. O Brasil é um país com economia forte, hoje graças a Deus a única coisa que está funcionando no Brasil é a agropecuária, todos os setores com indústria andando para trás, o comércio reclamando muito, graças a Deus o que está funcionando bem é a soja, o milho e o boi, que ainda tem preços e temos uma expectativa que as commodities piorariam este ano, mas graças a Deus choveu, o Dólar para esse setor é fundamental para as exportações então houve um equilíbrio na produção e graças a Deus temos batido recordes de produção a cada ano, destaca a deputada.

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