O senador Delcídio Amaral (PT-MS) nega que possa vir a lançar mão do procedimento da deleção premiada em troca de uma possível redução de pena, caso seja condenado.
Em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, o senador afirmou nesta segunda-feira (22) que tem uma “defesa consistente” e, por isso, não deve aderir à deleção.
“Todo mundo que me conhece sabe que eu nunca chantageei nem ameacei ninguém e não vou mudar depois de velho”, disse Delcídio ao Estadão. “Eu posso ser tudo, menos chantagista. Isso não condiz com o comportamento que sempre tive”, falou o petista ao jornal paulista.
Ex-líder do governo Dilma Rousseff no Senado, Delcídio foi solto na sexta-feira, depois de 87 dias preso, sob acusação de tentar atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato.
Ele ainda não retornou ao Senado e não sabe quando voltará, relata o jornal. Disse que, nos próximos dias, pretende dar os últimos retoques no pronunciamento que fará no plenário.
“Vou fazer essas coisas com muita calma. Mas vou marcar posição. Minha defesa é muito consistente e eu estou confiante”, afirmou o senador ao Estadão. Questionado se teria cartas na manga para pressionar colegas a absolvê-lo no Conselho de Ética, o senador mostrou contrariedade. “Você acha que eu, dependendo do Conselho de Ética, vou para cima do Senado? O que é isso? Eu tenho responsabilidade,” disse o senador ao jornal paulista.

