Em entrevista ao programa Timeline, da Rádio Gaúcha, nesta quarta-feira (8) o senador cassado Delcídio Amaral analisou as movimentações políticas geradas em Brasília após o pedido de prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP), do senador Romero Jucá (PMDB-RR) e do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Ao avaliar o processo contra Cunha no Conselho de Ética da Câmara, que se arrasta há seis meses, o ex-senador mencionou que a resolução do caso "já passou da hora" e criticou as "manobras" do deputado para supostamente emperrar a continuidade do caso. “Eu morro e não vejo tudo. Eu, daqui a pouco, vou começar a andar sobre as águas e virar santo”, afirma.
O ex-senador declarou ainda "relações" do núcleo duro do PMDB no Senado com Machado, mas disse não saber o que poderá eventualmente ser revelado. “Pela tensão que vive Brasília, acredito que coisas boas virão”, pontuou.
Delcídio, que chegou a ser preso na Lava-Jato, relatou que os áudios gravados pelo ex-presidente da Transpetro já são suficientes para revelar uma ampla ação para acabar com a operação, que investiga irregularidades no âmbito da Petrobras. “O Sérgio sabe de muitas coisas. Os acusados têm que colocar as barbas de molhos”, definiu.
O ex-senador afirmou também que, juntamente com sua família, vem sofrendo com o mandato cassado. “Estou pagando pelo que fiz. São tempos difíceis tanto para a minha pessoa quanto para a minha família. Todos nós sofremos”, explicou.
Questionado sobre a prisão do “Japonês da Federal” Newton Ishii, divulgada na manhã desta quarta-feira (8), Delcídio relatou não conhecê-lo pessoalmente. “Conheço ele apenas pela TV e por fotografias”, concluiu.
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