A assessoria de imprensa do senador Delcídio do Amaral informou, por meio de nota, que o parlamentar não está envolvido e menos chancelou a nomeação da senhora Lia Raquel Vaz de Souza, uma vez que as vagas de seu gabinete, como de outros senadores, eram controladas e utilizadas em nomeações de estrito interesse dos
controladores da vaga, Agaciel Maia e João Carlos Zoghbi, respectivamente diretor-geral e diretor de Recursos Humanos do Senado à época.
Como as nomeações foram efetuadas através de atos que não foram publicados (os chamados atos secretos) os senadores Delcídio e Ramez Tebet, este último já falecido, desconheciam totalmente esses procedimentos. Daí a afirmação na própria matéria do Estadão de que o senador Delcídio e o senador Demóstenes não conhecem a referida funcionária citada na reportagem, segundo a assessoria.
Diante disso, o senador Delcídio, além de não ter conhecimento, não teve nenhum benefício com essas nomeações. O assunto veio à tona depois de reportagens publicadas na imprensa nacional sobre os atos secretos no Senado. Na terça-feira, o jornal O Estado de São Paulo divulgou matéria atos secretos beneficiou ou obteve a chancela de pelo menos 37 senadores e 24 ex-parlamentares desde 1995. Esses servidores foram nomeados em gabinetes de senadores. Dentre eles, dois trabalharam nos gabinetes de Delcídio e Ramez Tebet.
