A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobrás retoma as atividades na tarde desta quarta-feira (20), com os depoimentos do gerente jurídico internacional da estatal, Carlos Cesar Borromeu de Andrade, e do diretor de Segurança Empresarial da empresa, Pedro Aramis de Lima Arruda.
A reunião, que deveria ter acontecido no último dia 13, foi adiada para a tarde de hoje por conta do falecimento do ex-governador de Pernambuco e candidato à Presidência da República, Eduardo Campos. Na ocasião seria ouvido o ex-diretor da área internacional da petrolífera, Nestor Cerveró.
O pedido para a convocação de Borromeu foi apresentado pelos deputados Rubens Bueno (PPS-PR) e Sibá Machado (PT-AC). O parlamentar paranaense explicou que foi o gerente jurídico internacional da Petrobras quem defendeu que a estatal continuasse a disputa judicial com a empresa belga Astra Oil, em torno da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.
“Apesar de o prejuízo da Petrobras na disputa, naquela época, já ter alcançado 639 milhões de dólares, Borromeu afirmou que a estratégia mais inteligente era prosseguir litigando de modo a evitar quaisquer pagamentos adicionais à Astra, a quem atribuiu uma postura belicosa", informou Bueno.
Pedro Aramis de Lima Arruda foi convocado a prestar esclarecimentos sobre as denúncias de pagamento de suborno aos funcionários da Petrobrás pela SMB Offshore. De acordo com uma reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico, a companhia holandesa, que aluga navios-plataforma a petroleiras, teria pagado 139,2 milhões de dólares a empregados e intermediários da Petrobras.
O diretor, que já foi ouvido pela CPI no Senado, afirmou em depoimento que não existem evidências de que a SBM Offshore tenha subornado funcionários da estatal brasileira. Ele acrescentou que foram 44 dias de investigação, com análise de contratos e aditivos, e o trabalho demonstrou que os negócios seguiram as normas adotadas pela Petrobras.
"Não identificamos indícios de que empregados nossos auferiram vantagem de natureza pessoal ou pecuniária ou receberam qualquer outro tipo de favorecimento", disse Aramis.


