Pelo visto a disputa interna entre as duas principais correntes do Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso do Sul está longe de ter um fim. Hoje, lideranças políticas de ambos os lados da legenda estiveram reunidas no escritório do senador Delcídio do Amaral, em Campo Grande, para tratar das eleições internas para a presidência regional do partido, previstas para o dia 22 de novembro, mas novamente não houve acordo. O encontro contou com as presenças dos deputados federais Vander Loubet e Carlos Biffi, entre outras autoridades.
A expectativa era que a corrente ligada ao ex-governador de Mato Grosso do Sul, José Orcírio dos Santos, o Zeca do PT, abrisse mão e concordasse com a candidatura à reeleição do deputado estadual, Amarildo Cruz, atual presidente da legenda em MS, uma vez que o senador Delcídio do Amaral declarou apoio à candidatura de Zeca do PT para o governo de 2010.
Porém, mas uma vez a corrente ligada ao ex-governador não aceitou o nome do deputado estadual, Amarildo Cruz e alegou que a presidência precisa ser coordenado por um candidato neutro , e que não seja candidato em 2010. O atual presidente vai disputar a reeleição em 2010. “Fomos benevolentes e decidimos apoiar a candidatura do Zeca, mas esperávamos que eles também fossem benevolentes e concordassem com a reeleição do Amarildo. Queremos buscar a união do partido e antecipar as filiações, pois caso o contrário teremos que decidir o novo presidente nas eleições internas”, comenta o deputado federal Carlos Biffi, que integra a corrente do senador Delcídio do Amaral.
Biffi afirmou que o objetivo é definir o quanto antes o nome do presidente regional do PT para que a legenda comece a definir as coligações para 2010. “Queremos ganhar tempo e definir as coligações. Nós definimos uma estratégia em torno do nome do Amarildo. O Zeca foi a favor do nome do Amarildo da primeira vez quanto ele foi eleito. Agora, o Zeca é contra. Não dá para entender muito bem isso”, finaliza.
Tanto o senador Delcídio do Amaral quanto o ex-governador Zeca do PT não participaram da reunião. O primeiro deles tinha alguns compromissos agendados em São Paulo.
