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Política Segunda-feira, 07 de Novembro de 2016, 13:33 - A | A

Segunda-feira, 07 de Novembro de 2016, 13h:33 - A | A

Fraude no ponto

Corregedoria da Assembleia deve ouvir pastor pivô de denúncia contra deputados

Depois de ouvir todos os envolvidos a Corregedoria deve emitir parecer sobre criação ou não de comissão de ética para avaliar conduta dos parlamentares

Michel Faustino
Capital News

Deurico/Arquivo Capital News

Paulo Côrrea e Felipe Orro terão pedidos de cassação representados hoje na Assembleia

Deputados Paulo Corrêa e Felipe Orro gravados em conversa sobre suposta fraude no ponto de funcionários.

A Corregedoria da Assembleia Legislativa deve convocar o pastor Jairo Fernandes, dono do celular utilizado para gravar uma conversa entre os deputados Paulo Corrêa (PR) e Felipe Orro (PSDB), sobre suposta articulação para fraudar a folha de ponto de funcionários da Casa de Lei,  para prestar depoimento sobre o caso.

 

A informação é do presidente da Assebleia, deputado Júnior Mochi (PMDB) que, no entanto,não adiantou como se dará tal convocação.  O parlamentar afirmou que a Assembleia está tratando o assunto com cautela, mas ressaltou que todas as medidas cabíveis estão sendo praticadas e todos os envolvidos deverão ser ouvidos.

 

“A Casa está à disposição e vamos prestar todos os esclarecimentos relativos a este caso. Vamos apurar e se tiver alguma irregularidade, vamos aplicar as sanções devidas. Vamos agir dentro da lei”, ponderou. Em outra ocasião, o parlamentar ressaltou que é preciso ter cautela para não fazer um julgamento precipitado sobre a denúncia.

 

A conversa entre os dois parlamentares ocorreu em julho de 2015 e veio à tona somente agora, depois da denúncia feita por Jairo ao MPE (Ministério Público Estadual) ter vazado.

 

Na ocasião, o deputado Felipe Orro , em passagem pela cidade de Maracajú, utilizou o celular do pastor para ligar o colega Paulo Corrêa. O diálogo entre os dois estava sendo gravado automaticamente por um aplicativo instalado no aparelho.

 

Na referida gravação que chegou às mãos do GAECO (Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado), o deputado Paulo Corrêa sugere que o colega reveja a marcação de presença de seus funcionários lotados na Assembleia Legislativa, preocupado que alguma irregularidade fosse retratada através da imprensa.

 

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Ambos os parlamentares negam que estariam articulando uma forma de fraudar o controle de presença de seus funcionários. Eles têm até a sexta-feira (11) para apresentar a defesa sobre o caso à Corregedoria da Casa de Leis.

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