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Política Quarta-feira, 08 de Fevereiro de 2012, 19:10 - A | A

Quarta-feira, 08 de Fevereiro de 2012, 19h:10 - A | A

Capital recebeu R$ 134,8 milhões em obras para contenção de enchentes

Da Redação.

A Prefeitura investiu nos últimos sete anos R$ 134,8 milhões em obras de controle de enchentes, drenagem e macrodrenagem, preconizadas pelo Plano Diretor de Drenagem. Levantamento da Secretaria Municipal da Infraestrutura, Transporte e Habitação (Seimtrha) mostra que somente nos principais córregos e rios que cortam o perímetro urbano: Prosa, Segredo, Cabaças, Bandeiras, foram investidos R$ 63,1 milhões. As intervenções, com abertura de avenidas marginais e parques lineares, incluíram a remoção de 2.852 famílias que moravam em regiões ribeirinhas, áreas de risco para habitação.

Segundo o prefeito Nelson Trad Filho, o investimento em controle de águas pluviais é um investimento “quase permanente neste processo crescente de urbanização pela qual a cidade atravessa”. Ele lembra que Campo Grande, em seu perímetro urbano, é cortada por 33 córregos e praticamente em todas as regiões foram executadas obras de pavimentação com drenagem de águas pluviais. “A água da chuva que caía no solo e era transformada em barro agora é escoada para algum córrego. O resultado são os transbordamentos, a queda de barragens, estragos no pavimento, meio fio e solapamentos”.

Em suas duas gestões, o prefeito enfrentou e recuperou os estragos provocados por índices pluviométricos recordes. Em janeiro deste ano choveu 369 milímetros, volume 75,7% acima do esperado para o período. Só no último dia 26, choveu 105 milímetros em 40 minutos.” Diante de um volume de água desta proporção, é praticamente impossível evitar o surgimento de problemas pontuais”. Pelo menos 40% da água acumulada na região da Via Parque e que provocou alagamentos no entorno, se originaram do lago artificial do Parque das Nações Indígena, onde é necessário construir mais dois lagos de contenção das águas pluviais.

Nelsinho garante que os estragos seriam maiores se os investimentos realizados não tivessem saído do papel. “O fato de termos reassentado mais de 2.850 famílias que moravam em áreas risco, evitou que além de todos os problemas com as chuvas, houvesse desabrigados”. As quatro barragens construídas no Córrego Sóter (a quinta foi danificada pela chuva do dia 26 quando ainda estava em construção), juntas, têm capacidade para reter 320 milhões de litros de água. O piscinão construído nos fundos do Shopping Campo Grande tem capacidade para 15 milhões de litros e o lago de contenção, aberto no prolongamento da Via Parque , mais seis milhões.

A primeira obra de controle de enchentes executada na atual administração foi dentro do projeto Imbirussu/Serradinho, que resultou na criação de um parque linear e na abertura de uma avenida ligando as saídas de Aquidauna e Rochedo. Dos R$ 60 milhões aplicados, R$ 14,5 milhões foram para drenagem nos bairros Aeroporto, Jardim das Reginas, Taquaral Bosque, Jardim Itália, Búzios e Caiobá. No centro da cidade foi feita a drenagem em toda a extensão da avenida Ceará.

Estão em andamento ou em fase de licitação, mais R$ 160 milhões em obras, incluindo a avenida Júlio de Castilhos e ruas adjacentes (R$ 2 milhões), além de intervenções nos córregos Cabaças, Areias e no Rio Anhanduizinho, com recomposição e urbanização das margens. Também está no planejamento, a pavimentação e controle de erosão e chuvas no Taquaral Bosque. (Com informações da Assessoria)

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