Em evento que reuniu mais de duas mil pessoas nesta segunda-feira (13) na praça do Bairro Parati, o candidato a prefeito pela Coligação Novo Tempo (PSDB, PPS, PNM, PTN e PHN), Reinaldo Azambuja, disse que a falta de planejamento é o motivo principal de os bairros terem sido abandonados pela prefeitura. De acordo com o candidato, a má-gestão obrigou o município a gastar em uma mesma obra, no centro da cidade, o dobro do que havia sido previsto inicialmente.
Segundo Reinaldo Azambuja, “o mesmo serviço, por falta de gerenciamento, foi realizado mais de uma vez. A Avenida Afonso Pena, por exemplo, foi totalmente recapeada e semanas depois de os serviços estarem concluídos sofreu intervenção porque as tampas dos bueiros ficaram sob a manta asfáltica”, argumentou, ao destacar que “esse foi um erro primário, um desperdício de recursos inadmissível sob todos os aspectos”.
O dinheiro gasto com os reparos, segundo Reinaldo Azambuja, poderia ter sido destinado aos bairros, já que se tratava de recursos do governo do Estado liberados para a recuperação da malha viária. O candidato destacou também as obras na Avenida Ceará, que pelo fato de terem sido refeitas custaram mais do que o previsto inicialmente.
“O primeiro erro foi o fato de os serviços terem sido iniciados no período das chuvas. Em decorrência do alto volume de precipitação, grande parte do que já estava pronto foi levado pelas águas. Isso foi resultado, principalmente, da falta de planejamento”, ressaltou Reinaldo, ao lembrar que as obras duraram mais de um ano. Para ele, também nesse caso “o dinheiro gasto a mais poderia ter sido investido em outras frentes de obras”.
Para o candidato, os responsáveis pela autorização e pagamento das obras deveriam ser responsabilizados pelo fato de o valor inicial do empreendimento ter aumentado em função da falta de planejamento. “Administrar o dinheiro público é coisa séria. Não dá para construir uma casa sem antes fincar os alicerces. Administradores que provocam prejuízos têm de devolver o dinheiro público que se perdeu por conta da má-gestão”, finalizou.
