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Malha Oeste

Análise do TCU deve adiar licitação da Malha Oeste para 2027, avalia Jaime Verruck

A nova licitação da Ferrovia Malha Oeste, considerada uma das principais obras de infraestrutura para Mato Grosso do Sul

Anderson Ramos Lino
Capital News

Arquivo/Mairinco de Pauda/Semadesc

 Jaime Verruck defende retomada da ferrovia como prioridade para fortalecer a competitividade de Mato Grosso do Sul

Jaime Verruck defende retomada da ferrovia como prioridade para fortalecer a competitividade de Mato Grosso do Sul

A avaliação é do economista e doutor em Desenvolvimento Regional Jaime Verruck, ex-secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), após a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de interromper temporariamente a análise do processo para solicitar novos dados à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Segundo Verruck, o cronograma torna praticamente inviável a realização do leilão ainda em 2026. Após receber as informações complementares da ANTT, o TCU terá prazo de até 75 dias para concluir a análise técnica.

“Isso praticamente elimina a possibilidade de que a licitação ocorra ainda em 2026”, ressalta Verruck, que atualmente é pré-candidato a deputado federal pelo Republicanos.

Ferrovia é considerada estratégica

Para o ex-secretário, a retomada da Malha Oeste é fundamental para ampliar a competitividade de Mato Grosso do Sul e garantir uma logística mais eficiente para o transporte da produção estadual.

“Nós sabemos o quanto hoje temos a necessidade da retomada da Malha Oeste, sobretudo do ponto de vista da logística e dos investimentos”, destacou.

A ferrovia liga Corumbá (MS) a Mairinque (SP) e é apontada como um dos principais corredores para o escoamento da produção mineral, agroindustrial e de celulose, setores que impulsionam a economia sul-mato-grossense.

Competitividade e desenvolvimento

Verruck avalia que a nova concessão representa uma oportunidade estratégica para consolidar Mato Grosso do Sul como um dos principais corredores logísticos do país.

“Para Mato Grosso do Sul, essa discussão representa uma oportunidade estratégica para fortalecer a competitividade e consolidar sua posição como um dos principais corredores de exportação do Brasil.”

O projeto prevê a concessão de aproximadamente 1.625 quilômetros entre Corumbá e Mairinque, além da possibilidade de futura recuperação do ramal entre Campo Grande e Ponta Porã.

Também estão previstos R$ 3,6 bilhões em recursos federais destinados à recuperação dos trechos mais degradados da ferrovia.

Arquivo/Mairinco de Pauda/Semadesc

Governo e entidades reforçam mobilização pela reativação da Malha Oeste

Ferrovia é considerada estratégica para o escoamento da produção de celulose, grãos e minérios do Estado, afirma Verruck

Novo modelo de concessão

A atual concessão da Malha Oeste, operada pela Rumo, se encerra em 2026. Para atrair investidores, o governo federal propôs um novo modelo de licitação, permitindo que empresas disputem tanto toda a ferrovia quanto apenas trechos específicos.

Ao todo, o projeto contempla uma malha de aproximadamente 1.974 quilômetros e prevê investimentos estimados em R$ 35,7 bilhões. Apesar disso, ainda existe cautela no mercado quanto ao interesse de empresas em assumir a totalidade da concessão.

A flexibilização do modelo busca ampliar a concorrência e aumentar as chances de sucesso do processo licitatório.

Impacto para Mato Grosso do Sul

A modernização da Malha Oeste é considerada essencial para reduzir os custos logísticos, aumentar a eficiência no transporte ferroviário e ampliar a capacidade de exportação da produção sul-mato-grossense, especialmente de celulose, grãos, minério e demais produtos do agronegócio.

Para Jaime Verruck, a recuperação da ferrovia também pode estimular novos investimentos privados, fortalecer a industrialização e consolidar Mato Grosso do Sul como um dos principais polos logísticos do Centro-Oeste.

“Uma ferrovia moderna e funcional tem impacto direto na redução de custos, no aumento da competitividade e na atração de novos investimentos para o Estado”, concluiu.

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