Após cobranças e pressão da oposição, a presidenta Dilma Rousseff (PT) fez um pronunciamento na última quinta-feira (6) a respeito da crise econômica que o Brasil vem enfrentando e a “pressão” que a chefe do executivo federal tem passado por parte da esquerda governista.
O programa, apresentado pelo ator José Abreu tenta passar uma imagem do partido em tom otimista e diz que gosta de panelaço com "panelas cheias de comida e esperança", rebatendo aos protestos nos últimos pronunciamentos a respeito da conduta do governo diante da crise econômica.
O vídeo também abordou sobre "esperança e união" afirmando que os governos petistas "retardaram" a chegada da crise por seis anos, mas que agora o País passa por "problemas passageiros" e, por isso, está sendo realizado o ajuste fiscal.
O partido também apontou como os manifestos sendo causados por “oportunistas que querem causar uma “crise política", exibindo imagens dos oposicionistas Aécio Neves (PSDB-MG), Agripino Maia (DEM-RN) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) e dos deputados Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Paulinho da Força (SD-SP) e “orientou” que o povo "não se deixe enganar por quem só pensa em si mesmo". Confira o vídeo do pronunciamento.
Em apoio, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apareceu lembrando que também fez um ajuste fiscal e que, depois dele, a economia melhorou. "Nosso pior momento ainda é muito melhor para o trabalhador do que o pior momento dos governos passados", diz Lula. "Nosso maior ajuste ainda é menor do que os ajustes que eles fizeram. Por isso, temos tudo para ter um futuro melhor do que o nosso presente e muitíssimo melhor que o nosso passado", afirma.
Fala da presidenta
No fim, a presidenta Dilma Rousseff, surgiu no vídeo, afirmando que o País passa por "um ano de travessia" e que os brasileiros passaram a cobrar mais de suas instituições e representantes. "Neste novo Brasil, nenhum governo, nenhum governante pode se acomodar, muito menos uma pessoa como eu. Sei que muita coisa precisa melhorar, tem muito brasileiro sofrendo, mas juntos vamos sair dessa. Tenho o ouvido e o coração nos que mais precisam e nos que vivem do suor do seu trabalho".
“Panela cheia”
No fim do programa, o PT manda um recado a quem realiza "panelaços" contra o partido, o que se tornou comum em 2015 em falas de Dilma ou inserções do PT. O partido diz não ter "nada contra" esse tipo de protesto, mas afirma: "Só queremos lembrar que fomos o partido que mais encheu a panela do brasileiros. Se tem gente que se encheu de nós, paciência. Estamos dispostos a ouvir, corrigir, melhor. Mas com as panelas, vamos continuar fazendo o que a gente mais sabe: enchê-las de comida e esperança. Esse é o panelaço que gostamos de fazer", diz o vídeo.
Apoio das indústrias de São Paulo e Rio de Janeiro
Em apoio, a FIRJAN e a FIESP representante de todas as indústrias do estado do Rio de Janeiro (SESI, SENAI, IEL, FIRJAN e CIRJ) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) publicaram nota de apoio as ações de reajuste do governo federal.
Confira a nota na íntegra.
A FIRJAN que e a FIESP vêm a público manifestar seu apoio à proposta de união apresentada ontem pelo Vice-Presidente da República, Michel Temer. O momento é de responsabilidade, diálogo e ação para preservar a estabilidade institucional do Brasil.
A situação política e econômica é a mais aguda dos últimos vinte anos. É vital que todas as forças políticas se convençam da necessidade de trabalhar em prol da sociedade.
O Brasil não pode se permitir mais irresponsabilidades fiscais, tributárias ou administrativas e deve agir para manter o grau de investimento tão duramente conquistado, sob pena de colocar em risco a sobrevivência de milhares e milhares de empresas e milhões de empregos.
O povo brasileiro confiou os destinos do país a seus representantes. É hora de colocar de lado ambições pessoais ou partidárias e mirar o interesse maior do Brasil. É preciso que estes representantes cumpram seu mais nobre papel - agir em nome dos que os elegeram para defender pleitos legítimos e fundados no melhor interesse da Nação.
Ao mesmo tempo, é preciso que o governo faça sua parte: cortando suas próprias despesas; priorizando o investimento produtivo; deixando de sacrificar a sociedade com aumentos de impostos.
É fundamental ainda apoiar todas as iniciativas de combate à corrupção e punir exemplarmente todos os desvios devidamente comprovados.
É nesse sentido que a indústria brasileira se associa ao apelo de união para que o bom senso, o equilíbrio e o espírito público prevaleçam no Brasil.



