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Política Quinta-feira, 29 de Março de 2012, 13:25 - A | A

Quinta-feira, 29 de Março de 2012, 13h:25 - A | A

André fala das ações de governo e avalia eleições 2012

Dirceu Martins - Especial para o Capital News (www.capitalnews.com.br)

O governador André Puccinelli, em entrevista na FM Capital nesta quinta-feira (29), durante o programa Tribuna Livre esboçou um balanço de sua administração, discorreu sobre diversos temas e não se furtou a responder sobre as eleições municipais deste ano, onde se sobressai como principal articulador.

Iniciou ressaltando o volume de obras em infraestrutura, principalmente recuperação e asfaltamento de rodovias, comentou a remuneração dos professores e avaliou a recente paralisação apenas como adesão ao movimento nacional. Atribui aos investimentos efetuados pelo estado nos municípios, o grande salto de qualidade que se pretende na saúde, bem como o desafogamento dos tratamentos e atendimentos na Capital. A partir desse perfil de crescimento, discorreu sobre política, em especial sobre as próximas eleições.

Sobre o trabalho em infraestrutura, carro chefe dessa administração, lembrou que deverá fechar sua administração como a que mais asfaltou e recapeou em toda a história. Avalia que, apesar dos avanços, há ainda muita coisa a fazer, e garante a entrega da Camapuã-Figueirão e Bonito-Bodoquena ainda em 2012, onde espera poder contar com a presença da presidenta Dilma Rousseff.

Na área da Educação, observou que Mato Grosso do Sul era o 6° no ranking de salários da educação quando assumiu o governo e, hoje, é o terceiro estado que melhor remunera a categoria. Junto com outros quatro governadores, questionou juridicamente o percentual despendido com planejamento, se 20 ou 25%, mas não aceitaria a proposta da categoria de subir para 30%, conforme proposto. Quanto às recentes paralisações atribui a adesão dos profissionais do estado em função de proposição nacional, pois as relações com a Fetems são de diálogo franco e respeito mútuo, o que deverá levar a avanços neste segmento.

Foi enfático em elencar os volumes de investimentos efetuados pelo seu governo na Saúde, ressaltando os mais recentes e volumosos aportes, no Hospital do Trauma e Hospital do Câncer em Campo Grande e Hospital do Câncer de Dourados. “As nossas sobras de recursos, canalizamos para 3 setores, sendo que o mais prioritário é a Saúde. Havia R$ 1 milhão, mas o pedido pelo prefeito Nelson Trad Filho era dos R$ 3.280 milhões necessários para sua conclusão. Falamos com o [secretário] Santos Pereira, que conseguiu remanejar gastos e somar mais R$ 1,5 milhão, que já repassaremos à prefeitura de Campo Grande. Em relação ao Hospital do Câncer, conseguimos junto com a [secretária] Beatriz, recursos da ordem de R$ 250 mil mensais, sendo que o valor retroativo aos três primeiros meses do ano serão repassados junto com o referente ao mês de abril”, falou André Puccinelli. Citou, ainda os hospitais que foram concluídos em Fátima do Sul, Coxim e Nova Andradina e estudos para auxilio à construção do Hospital Municipal de Três Lagoas.

Eleições

Impossível fazer um balanço de governo sem dar o devido merecimento ao peso da política, e o governador não se furtou em declarar que na segunda maior cidade do estado, apesar dos laços que sempre o ligaram a Murilo Zauith (PSB), tende a apoiar o candidato indicado entre os três pré-candidatos de seu partido: Geraldo Resende, Zélia Razuk e Marçal Filho.

Em Campo Grande, desde sempre o governador apostou e trabalhou pela candidatura Edson Giroto, e segue firme, agora tentando influenciar na escolha de um vice, homem ou mulher, que se enquadrem na arquitetura política que desenvolve para manter o controle político no estado. Dessa forma, tenta cooptar candidatos que relutam entre problemas financeiros que permitam bancar uma campanha majoritária, e os que ainda apresentam falta de consenso em torno de nomes. Neste universo, apenas o PSDB, aliado de primeira hora, parece descartado. Sobre Azambuja, diz apenas que “emplumou as asas e quer fazer vôo solo. Vai se atirar do ninho pra voar. Continuamos amigos, mas adversários”, completou.

Mudando de aliados para ferrenhos adversários, citando o PT, André não descarta a possibilidade de uma coligação, mas prefere pensar que ele se dê em outros municípios. Não fala, ainda de Dourados ou Campo Grande, mas é articulador experiente para deixar de mencionar qualquer acordo que esteja sendo fechado na segunda maior cidade do estado.

André acredita que estas eleições serão marcantes em termos de qualidade, e atribui isso à Lei da Ficha Limpa, que, segundo diz, vai manter o caminho limpo, sem os estorvos de politicagem que alguns insistem em fazer. Giroto, que foi partícipe em boa parte dos 42 processos abertos contra André Puccinelli desde sua gestão à frente de Prefeitura de Campo Grande, tem em mãos um atestado de antecedentes limpo, pois que todos os processos foram julgados favoráveis aos réus. André pede, inclusive, que os candidatos que ele venha a apoiar, apresentem junto com o registro de candidatura, todos os extratos bancários 5 anos anteriores, imposto de renda, cartório de registro de imóveis com certidões, se produtor rural – com nota do produtor rural.

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