O advogado de defesa, Jail Azambuja, do prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte convocou uma coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (10) para falar sobre as acusações do Gaeco, (Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado) contra o prefeito da Capital.
O processo teve a quebra de sigilo determinada pelo desembargador Luiz Claudio Bonassini da Silva, na última sexta-feira (06), por segundo ele, estar se encaminhando para o término das investigações e uma vez que o prefeito é figura pública, a população tem o direito de acompanhar os fatos.
No processo o Ministério Público Estadual acusa Gilmar Olarte e Ronan Edson Feitosa de Lima, ex-assessor da Segov (Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais) de corrupção passiva e Luiz Márcio dos Santos Feliciano de lavagem de dinheiro.
O advogado de Olarte explica que Ronan foi o pivô de todo o esquema, sendo ele o responsável pelas agiotagens feitas entre novembro de 2012 e julho de 2013.
“Inclusive é importante falar, que essa pessoa começou com essa atitude, de usar o nome tanto do vice-prefeito como do vice-prefeito, em 2012. Dezembro de 2012 ele começou a fazer isso. Ele não tinha sido nomeado para cargo nenhum, porque a administração ainda era outra no município e ele começou já em dezembro de 2012 a fazer isso. A utilizar esse procedimento de trocar cheques na praça dizendo ainda que ele ia assumir cargo na prefeitura porque ele tinha trabalhado ativamente na campanha de 2012, contribuindo para a eleição do ex-prefeito e atual prefeito”.
Jail ainda reforçou que Olarte não tem qualquer envolvimento com o caso, e que apenas conhecia Ronan por fazerem parte da mesma igreja, mas que assim que souberam da má conduta do mesmo, ele foi expulso da entidade. E reforça afirmando que Olarte não obteve benefícios com Ronan.
“No depoimento dele (Ronan), ele diz expressamente que não repassou qualquer valor para o prefeito Gilmar Olarte”.
O advogado ainda frisou que não existe nenhuma vantagem comprovada, que as pessoas que trocavam os cheques, tenham tido na administração do atual prefeito.
Sobre a operação do Gaeco, que cumpriu mandato de busca e apreensão na casa do prefeito, em abril de 2014, o advogado comenta desaprovação, explicando que não existiam provas concretas, e ainda não existem, para fazer uma operação deste porte.
O advogado ainda citou que a operação foi gravada pelo próprio Gaeco, e que a defesa solicitou uma cópia do mesmo, porém não conseguiram porque o Gaeco disse que a cópia foi extraviada.
“Inclusive o Gaeco filmou a realização dessa exigência, e nós pedíamos ao Gaeco a cópia e o Gaeco disse que a cópia foi extraviada. Nós não tivemos acesso a essa gravação”.
Jail conclui explicando que eles ainda não foram notificados oficialmente, e que não acredita que Olarte seja condenado em nenhum dos casos, porque segundo ele, não existem provas consistentes de envolvimento de Olarte nas ações.
