Após o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados suspender o mandato do deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) por dois meses, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) manifestou apoio ao parlamentar sul-mato-grossense, classificando a decisão como um “verdadeiro ataque à democracia”.
Em nota, Eduardo afirmou que a medida representa uma “covardia institucionalizada” e criticou o que considera tratamento desigual dentro do Congresso Nacional.
“O que fizeram contra ele é mais um ataque explícito à direita, algo que jamais vimos acontecer com a esquerda, mesmo após invasões, ocupações da Mesa, flechada em policial legislativo e atos muito mais graves dentro do Congresso”, declarou.
Ainda segundo o ex-deputado, que atualmente reside nos Estados Unidos, a suspensão do mandato se configura como perseguição política. Para ele, trata-se de “mais um episódio preocupante de tratamento desigual dentro do Parlamento, direcionado a parlamentares que representam uma parcela significativa da população brasileira”.
Entenda o caso
O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados decidiu, nesta terça-feira (5), suspender temporariamente os mandatos de Marcos Pollon (PL-MS), Zé Trovão (PL-SC) e Marcel van Hattem (Novo-RS). A punição prevê o afastamento das atividades parlamentares por até dois meses.
O caso ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, posteriormente, pelo plenário da Câmara dos Deputados.
Os parlamentares foram alvo de representação da Mesa Diretora por quebra de decoro. Segundo a acusação, eles tentaram impedir o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), de assumir a cadeira da Presidência durante uma sessão.
Na ocasião, deputados da oposição ocuparam o plenário em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que, à época, ainda não havia sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e teve a prisão decretada de forma preventiva.
De acordo com as informações, Marcos Pollon foi alvo de duas representações: uma que pedia suspensão de 90 dias por declarações consideradas difamatórias contra Hugo Motta e outra de 30 dias por obstrução da Mesa Diretora. Ao final, o colegiado decidiu pela suspensão de 60 dias.
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