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Com pé na estrada e apoio de Nikolas Ferreira, Cassy Monteiro chega às urnas como nome da nova geração da direita em MS

Mais jovem da chapa federal do PL, candidata de 27 anos percorreu interior, fronteira e bairros da Capital levando pautas construídas antes da disputa pelo primeiro mandato

Viviane Freitas
Capital News

Divulgação

Mais jovem da chapa federal do PL, candidata de 27 anos percorreu interior, fronteira e bairros da Capital levando pautas construídas antes da disputa pelo primeiro mandato

Mais jovem da chapa federal do PL, candidata de 27 anos percorreu interior, fronteira e bairros da Capital levando pautas construídas antes da disputa pelo primeiro mandato

Com o pé na estrada por Mato Grosso do Sul e o apoio de Nikolas Ferreira (PL-MG), Cassy Monteiro (PL-MS), de 27 anos, chega às urnas neste domingo (4) após uma campanha que combinou a força das redes com o contato direto com eleitores no interior, na fronteira e nos bairros de Campo Grande. Mais jovem da chapa federal do PL, ela fez do corpo a corpo uma extensão do discurso de renovação que marcou sua primeira disputa pela Câmara dos Deputados.

Entre dias de sol, chuva, quilômetros de estrada, caminhadas, adesivaços, entrevistas e conversas com moradores, Cassy levou para diferentes regiões do Estado bandeiras que já defendia antes da campanha e incorporou ao projeto outras demandas encontradas pelo caminho. A estratégia foi sustentar que uma nova geração na política não deve ser definida apenas pela idade, mas também pelo que construiu antes de conquistar um mandato.

“É muito fácil falar em renovação quando chega a eleição. Para mim, a pergunta é outra: o que você fez quando não tinha mandato, gabinete, verba ou estrutura? Eu não comecei a trabalhar com jovens porque virei candidata. Não comecei a defender nossas crianças porque precisava de uma bandeira. Não comecei a servir porque queria um cargo. Renovação, para mim, é chegar ao mandato com uma história, e não precisar do mandato para começar uma”, afirma Cassy.

A trajetória anterior à política eleitoral também esteve no centro do apoio que recebeu de Nikolas Ferreira. Ao apresentar Cassy como seu nome para deputada federal em Mato Grosso do Sul, o parlamentar mineiro defendeu uma mudança geracional no Congresso: “Não é trocando um nome, é trocando uma geração inteira”. Na ocasião, destacou justamente o trabalho desenvolvido por ela com jovens antes da disputa por cargos eletivos.

O apoio atravessou a campanha e ganhou novo capítulo na reta final. Em 24 de setembro, ao divulgar os candidatos em quem votaria caso fosse eleitor de Mato Grosso do Sul, Nikolas voltou a indicar Cassy: “Pra federal, sem discussão, é Cassy Monteiro, uma das mulheres mais preparadas que a gente tem e vai ser a sua voz lá no Congresso”.

Nesta semana, enquanto Cassy intensificava o corpo a corpo em Mato Grosso do Sul, Nikolas também levou sua campanha às ruas em Minas Gerais. Na quinta-feira (1º), o deputado participou de uma grande mobilização em Belo Horizonte, com motociata, concentração na Avenida Afonso Pena e ato na Praça Sete, reunindo milhares de apoiadores nos últimos dias antes do primeiro turno.

Além de Nikolas, Cassy recebeu manifestações públicas de apoio de André Fernandes (PL-CE), Lucas Pavanato (PL-SP) e Ana Campagnolo (PL-SC), nomes ligados a uma geração mais recente da direita conservadora que ganhou espaço político nos últimos anos.

“O apoio do Nikolas abriu uma porta enorme e eu tenho muita responsabilidade com essa confiança. Mas eu não quero ser deputada para representar Brasília em Mato Grosso do Sul. Quero fazer o caminho contrário: representar Mato Grosso do Sul em Brasília. E, para fazer isso, eu precisava colocar o pé na estrada e ouvir o Estado”, diz.

Foi assim que a campanha saiu de Campo Grande e avançou pelo interior e pela fronteira. Cassy passou por cidades como Dourados, Ponta Porã, Rio Brilhante, Maracaju, Corumbá, Ladário, Amambai, Ivinhema, Naviraí, Coronel Sapucaia e Sidrolândia, conciliando atividades de rua, entrevistas e encontros com moradores, lideranças e profissionais de diferentes áreas.

As viagens também ajudaram a dar contornos mais sul-mato-grossenses às propostas apresentadas durante a campanha. Na região de fronteira, por exemplo, segurança pública e combate às facções ganharam mais espaço. Cassy passou a defender maior participação da União no financiamento da segurança, com investimentos em inteligência, tecnologia, integração das forças e estrutura para quem atua diretamente no enfrentamento ao crime organizado.

A candidata também assumiu o compromisso de defender em Brasília o fortalecimento das Guardas Municipais e declarou apoio à PEC 37/2022. Mas foi ao falar de juventude que Cassy aproximou a segurança pública de uma história que já carregava antes da campanha. “O crime precisa encontrar um Estado forte onde entra e onde recruta. Na fronteira, isso significa inteligência, estrutura e força para enfrentar traficantes e facções. Mas existe outra disputa acontecendo dentro dos bairros, que é pelo adolescente. Se a facção chega oferecendo pertencimento antes da escola, da família, da oportunidade e do poder público, nós já chegamos atrasados”, afirma.

O trabalho com jovens antecede sua primeira eleição. Cassy desenvolveu projetos de formação e posteriormente fundou o Instituto Desperte e Governe, que, segundo dados divulgados pela própria instituição, chegou a dez municípios e alcançou mais de 5 mil jovens. Sua trajetória registra ainda mais de dez anos de voluntariado.

A proteção da infância também atravessou a campanha como uma bandeira que vinha de antes das urnas. Cassy já participava de mobilizações relacionadas ao enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes e levou o tema para sua plataforma federal, ao lado da defesa da família e da vida. “É por isso que eu insisto tanto em falar sobre o que vem antes do mandato. Quando ninguém estava pedindo voto, essas crianças já precisavam ser protegidas. Os jovens já precisavam de oportunidade. As famílias já precisavam ser ouvidas. Uma eleição pode ampliar a nossa capacidade de fazer alguma coisa, mas não pode inventar uma causa que nunca existiu antes dela”, afirma.

Com a campanha nas ruas, outras pautas foram ganhando espaço. Em Dourados, Cassy colocou fiscalização e transparência das emendas parlamentares entre as responsabilidades que pretende assumir na Câmara. Também defendeu liberdade econômica, redução da burocracia e melhores condições para quem trabalha, empreende e produz em Mato Grosso do Sul.

Na saúde, usou sua formação em Psicologia para defender maior atenção à saúde mental. No interior, ampliou as discussões sobre setor produtivo, agronegócio, infraestrutura e desenvolvimento regional. Na segurança, passou a relacionar o enfrentamento ao crime organizado na fronteira à prevenção do recrutamento de jovens.

 

Essa combinação entre as bandeiras que Cassy já carregava e as demandas que encontrou nas cidades passou a formar o projeto que diz querer levar para Brasília. “Eu comecei essa caminhada sabendo quais eram as causas que me trouxeram para a política, mas percorrer Mato Grosso do Sul aumentou muito a dimensão dessa responsabilidade. Ouvi quem vive na fronteira, quem produz, quem trabalha na segurança, mães preocupadas com os filhos e jovens que querem construir a vida aqui. Um deputado federal precisa entender que representar Mato Grosso do Sul é levar todas essas realidades para dentro de Brasília”, afirma.

A disputa deste ano é apenas a segunda eleição de Cassy. Em 2024, aos 25 anos, ela recebeu 2.012 votos para vereadora de Campo Grande e ficou como primeira suplente do PL. Dois anos depois, entrou na corrida pela Câmara como a candidata mais jovem da chapa federal do partido. “Eu tenho 27 anos, mas não quero que ninguém olhe para mim e pense que renovação é simplesmente colocar alguém mais jovem em uma cadeira. Quero ser avaliada pelo que fiz antes, pelas posições que assumi e pelo que estou preparada para fazer. Uma nova geração precisa também construir uma nova relação com o mandato: estar presente, fiscalizar, prestar contas e lembrar todos os dias de quem está representando”, diz.

Ao longo da campanha, Cassy também participou de agendas com lideranças políticas de Mato Grosso do Sul. Em setembro, esteve no encontro de mulheres realizado em Campo Grande com a senadora Tereza Cristina e Daniella Marques, ex-presidente da Caixa. O evento reuniu ainda outras lideranças estaduais.

Agora, os quilômetros finais voltam a ser percorridos na Capital. Nesta sexta-feira (2), Cassy esteve em Sidrolândia e segue a agenda em Campo Grande, com atividades nos bairros, incluindo o Nova Lima. No sábado (3), véspera da eleição, mantém o corpo a corpo, com compromissos entre eles uma agenda no campo de futebol Beto Rezeck.

Depois de uma campanha que começou sob o discurso da “troca de geração” defendido por Nikolas e ganhou estrada pelo interior de Mato Grosso do Sul, Cassy chega ao último dia defendendo que renovação precisa continuar sendo medida pelo trabalho. “Quero chegar a Brasília levando comigo tudo o que construí antes da eleição e tudo o que ouvi durante essa campanha. Quero transformar essa confiança em trabalho, presença nos municípios, fiscalização e resultado para Mato Grosso do Sul. É para isso que eu me preparei e é essa responsabilidade que estou pronta para assumir”, conclui.

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