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Legislativo Sábado, 13 de Junho de 2026, 11:09 - A | A

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Câmara Campo Grande

Vereadora defende professores e pressiona prefeitura por reposição salarial

Professores iniciaram movimento de mobilização após prefeitura alegar falta de recursos para cumprir acordo salarial.

João Gabriel Vilalba
Capital News

A vereadora Luiza Ribeiro (PT) declarou apoio à mobilização dos professores da Rede Municipal de Ensino (Reme) de Campo Grande e cobrou que a prefeita Adriane Lopes (PP) cumpra o acordo firmado com a categoria e a legislação aprovada pela Câmara Municipal que garante a reposição salarial dos profissionais da educação.

Cerca de 300 profissionais da educação paralisaram as atividades na última sexta-feira (12) em cobrança ao cumprimento do reajuste de 5,4%, previsto na política do Piso 20h, pactuada com o município em 2025. Em resposta oficial ao sindicato, a administração municipal reconheceu a existência do compromisso, mas alegou inviabilidade financeira para aplicar o percentual neste momento.

A manifestação ocorreu após assembleia realizada pela Associação Campo-Grandense de Professores (ACP), que aprovou o início de um movimento de mobilização diante da negativa da Prefeitura em cumprir os percentuais acordados para a atualização salarial deste ano, considerando o piso dos professores com jornada de 20 horas.

Para Luiza Ribeiro, a luta dos educadores é legítima e necessária diante do descumprimento de compromissos assumidos pela administração municipal.

“Não estamos falando apenas de um acordo firmado entre a Prefeitura e os representantes dos professores. Estamos falando também de uma lei municipal aprovada pela Câmara. Quando a prefeita se recusa a cumprir o que foi acordado e transformado em lei, ela desrespeita os professores, mas também desrespeita o Poder Legislativo e toda a sociedade”, afirmou.

A vereadora destacou que a decisão dos professores de se mobilizarem não ocorreu por vontade da categoria, mas pela falta de diálogo e pela resistência da Prefeitura em cumprir o que foi pactuado no ano passado com a ACP.

“Os professores querem estar em sala de aula. Ninguém deseja interromper atividades ou prejudicar os estudantes. Mas não é possível aceitar que direitos conquistados por meio da negociação e garantidos por lei sejam ignorados pelo Executivo Municipal”, ressaltou.

Luiza também rebateu o argumento de dificuldades financeiras apresentado pela administração municipal. Segundo ela, os dados da prestação de contas do primeiro quadrimestre demonstram crescimento da arrecadação e indicam que o município possui condições de cumprir o compromisso assumido com os trabalhadores da educação.

“Campo Grande registrou crescimento de mais de 5% na receita. A economia do país está crescendo, o Estado está crescendo e o município também. Portanto, não falta arrecadação. O que falta é decisão política para valorizar quem constrói diariamente a educação pública da nossa cidade”, afirmou.

A parlamentar informou que a bancada do Partido dos Trabalhadores já dialogou com a direção da ACP e reafirmou o compromisso de acompanhar a mobilização da categoria.

“Estaremos ao lado dos professores, dos estudantes, das famílias e de toda a comunidade escolar. A valorização dos profissionais da educação é condição fundamental para garantir ensino de qualidade. Cumprir a lei e respeitar os acordos firmados é o mínimo que se espera de qualquer gestor público”, concluiu.

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