Após a apresentação do relatório sobre os problemas no contrato entre o Consórcio Guaicurus e a Prefeitura de Campo Grande, realizada na última terça-feira (2), a vereadora Luiza Ribeiro (PT) reforçou a necessidade de mudanças profundas no sistema de transporte coletivo da Capital.
Integrante da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Coletivo, a parlamentar destacou que a eventual intervenção no Consórcio Guaicurus não seria uma escolha da administração municipal, mas uma medida decorrente das irregularidades constatadas ao longo dos anos.
Durante a audiência, foram apresentados levantamentos realizados pela comissão instituída pela Procuradoria-Geral do Município (PGM), incluindo dados sobre autuações aplicadas ao Consórcio Guaicurus por descumprimentos operacionais e falhas na prestação dos serviços.
Luiza Ribeiro lembrou que o relatório produzido pela CPI reuniu depoimentos, audiências públicas, análises documentais e relatórios técnicos que revelam a realidade enfrentada diariamente pelos usuários do transporte coletivo de Campo Grande.
“A população convive há anos com ônibus velhos, atrasos, superlotação e um serviço que não atende às necessidades da cidade. O trabalho da CPI mostrou, com dados e documentos, que o interesse público precisa estar acima dos interesses econômicos do contrato”, afirmou.
A vereadora também destacou a oportunidade aberta pelo Governo Federal para a renovação da frota. Segundo ela, existem condições favoráveis para a aquisição de novos veículos, com possibilidade de financiamento para até 200 ônibus, juros de 5% ao ano, prazo de 30 anos para pagamento e carência de quatro anos.
“Com a intervenção em andamento, Campo Grande não pode perder a chance de modernizar sua frota e oferecer mais conforto e segurança para os passageiros”, defendeu.
Outro ponto levantado pela parlamentar foi a necessidade de ampliar o debate sobre a implantação da tarifa zero. Segundo ela, a proposta já vem sendo discutida e implementada em diversos municípios brasileiros como forma de ampliar o acesso ao transporte público e garantir mais mobilidade urbana.
Para Luiza Ribeiro, o momento exige decisões voltadas à melhoria do serviço e ao atendimento das necessidades da população.
“Chegou a hora de garantir um transporte coletivo seguro, moderno, eficiente e acessível. O transporte público é um direito da população e precisa ser tratado como prioridade”, concluiu.
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