Mostrando preocupação com o reajuste anunciado pela Cassems, o vereador Professor Juari encaminhou um ofício ao presidente da Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul, Ricardo Ayache, solicitando informações técnicas e administrativas sobre a medida.
“A Cassems é um plano importante, reconhecido pela qualidade dos serviços prestados, e tenho respeito pela gestão. Mas, quando uma medida impacta financeiramente o servidor e sua família, os beneficiários têm o direito de conhecer os fundamentos dessa decisão”, enfatizou o parlamentar.
Juari destacou ainda que o objetivo é contribuir para um debate responsável e transparente.
“Quero contribuir para uma solução equilibrada, transparente e responsável”, afirmou.
Entre as informações solicitadas estão os estudos técnicos e financeiros que embasaram o reajuste, a composição detalhada do déficit apresentado pela instituição, os critérios utilizados para a definição dos novos valores e as alternativas analisadas antes da adoção da medida.
Contribuição de cônjuges sobe para R$ 450
A Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul anunciou reajuste na contribuição fixa dos cônjuges de beneficiários. A mudança passa a valer a partir da competência de maio de 2026, com vencimento em junho do mesmo ano.
Segundo a entidade, a nova contribuição fixa será de R$ 450. O valor poderá ser pago por boleto bancário, Pix Automático ou desconto em folha, mediante autorização do titular.
O reajuste não atinge os titulares do plano nem os filhos dependentes, que permanecem com os valores atuais de contribuição.
De acordo com a gestão da Cassems, estudos técnicos apontaram desequilíbrio no custeio do grupo de cônjuges, o que motivou a revisão do modelo de cobrança.
A operadora informou que, nos últimos 12 meses, esse grupo gerou cerca de R$ 61 milhões em arrecadação, enquanto as despesas assistenciais ultrapassaram R$ 250 milhões, resultando em déficit considerado significativo.
A Cassems também destacou que o aumento dos custos na área da saúde, impulsionado por novos tratamentos, medicamentos de alto custo e envelhecimento da população, tem pressionado o sistema de saúde suplementar.
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