Buscando fortalecer a rede municipal de saúde, o vereador Ronilço Guerreiro reuniu-se com o secretário municipal de Saúde, Marcelo Luiz Brandão Vilela, para discutir a implantação do Programa Municipal de Monitoramento Contínuo da Glicose em Campo Grande.
Durante o encontro, ficou definido que a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) iniciará um projeto-piloto com 40 sensores digitais de monitoramento contínuo da glicose, destinados inicialmente a crianças com diabetes tipo 1.
A iniciativa será desenvolvida ao longo de um ano e contará com investimento de aproximadamente R$ 500 mil, provenientes de emendas parlamentares destinadas por vereadores da Capital.
Os pacientes contemplados serão selecionados pela Sesau com base em critérios técnicos que ainda serão definidos pela pasta. O objetivo é avaliar os resultados da utilização da tecnologia na rede pública e reunir informações que permitam a ampliação do programa.
Paralelamente à implantação do projeto-piloto, Ronilço Guerreiro informou que continuará buscando recursos por meio de emendas parlamentares para ampliar o número de beneficiados. A intenção é garantir novas fontes de financiamento para que o fornecimento dos sensores alcance mais pacientes após a conclusão da fase de testes.
"É um passo importante. Ainda é pequeno diante da demanda, mas representa um avanço em uma luta coletiva construída por muitas mãos. Esse projeto só chegou até aqui graças ao envolvimento de famílias, profissionais da saúde, entidades, vereadores e tantas pessoas que acreditaram que era possível oferecer mais qualidade de vida para quem convive com o diabetes", afirmou o vereador.
A iniciativa é baseada na Lei "Glicemia sob Controle", de autoria de Ronilço Guerreiro em conjunto com o vereador Jean Ferreira. A legislação institui o fornecimento de sensores digitais para monitoramento contínuo da glicose a pacientes com diabetes tipo 1 atendidos pela rede municipal de saúde.
Pela lei, o acesso aos equipamentos dependerá de prescrição médica e seguirá critérios estabelecidos pela Secretaria Municipal de Saúde, priorizando pacientes em situação de maior vulnerabilidade social.
A tecnologia permite o acompanhamento da glicemia em tempo real, reduzindo a necessidade de múltiplas perfurações diárias nos dedos, especialmente entre crianças que precisam monitorar constantemente os níveis de açúcar no sangue. Além de proporcionar mais conforto aos pacientes, os sensores contribuem para um controle mais preciso da doença e para a prevenção de complicações decorrentes das variações glicêmicas.
Com o início do projeto-piloto definido, a expectativa é de que os resultados obtidos durante o período de testes sirvam de base para a ampliação gradual da política pública de monitoramento contínuo da glicose no município, conforme a disponibilidade orçamentária e a captação de novos recursos.
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