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Política

Nelsinho Trad cobra Ministério por falta de vacinas no campo

Senador questiona desabastecimento de imunizantes contra doenças graves no rebanho bovino

João Gabriel Vilalba
Capital News

Após ouvir reclamações sobre a falta de vacinas para proteção animal no campo, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) cobrou explicações do Ministério da Agricultura e Pecuária diante da escassez de vacinas contra carbúnculo e clostridioses em revendas agropecuárias de Mato Grosso do Sul e de outros estados do país.

A manifestação ocorre após o próprio Ministério admitir oficialmente o desabastecimento desses imunizantes, utilizados na prevenção de doenças graves, de rápida evolução e alta letalidade no rebanho bovino.

Segundo o Mapa, a escassez foi provocada, principalmente, pela interrupção da produção e comercialização das vacinas por fabricantes entre o fim de 2025 e janeiro de 2026.

Apesar disso, o Ministério informou ter liberado 14.640.910 doses entre março e abril deste ano, somando produtos nacionais e importados. A pasta também citou estimativa do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), prevendo a entrega de 8 milhões a 10 milhões de doses por mês até dezembro.

Diante dos números, o senador questionou por que o imunizante continua sem chegar ao produtor rural.

“Se o Ministério fala em milhões de doses liberadas e a indústria fala em milhões de doses por mês, por que o produtor não encontra a vacina na prateleira? Onde está esse produto? Quem está segurando? Quando chega ao campo?”, questionou o parlamentar.

Nelsinho Trad informou que encaminhará ofício ao Ministério da Agricultura pedindo informações detalhadas sobre o estoque real disponível no país, o volume efetivamente liberado para venda, as empresas notificadas, o cronograma de normalização e a previsão de abastecimento para Mato Grosso do Sul.

O senador também quer esclarecimentos sobre a possibilidade de existirem doses retidas nas indústrias enquanto produtores seguem sem acesso ao imunizante.

“Vacina em depósito não salva rebanho. Se existe dose liberada, ela precisa chegar ao produtor. O pecuarista não pode pagar a conta de uma falha de mercado, de distribuição ou de fiscalização”, afirmou.

A situação preocupa especialmente Mato Grosso do Sul, um dos maiores estados pecuaristas do país. As vacinas são fundamentais para evitar doenças que podem causar mortes rápidas no rebanho e prejuízos econômicos ao setor.

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