Durante a sessão ordinária desta terça-feira (14), os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande apresentaram o balanço das atividades desenvolvidas no primeiro semestre de 2026. O relatório destaca o encaminhamento de 24.673 indicações ao Poder Executivo, refletindo demandas apresentadas pela população em diversas áreas.
Do total de solicitações, aproximadamente 9 mil foram destinadas à realização de serviços de tapa-buracos em diferentes regiões da Capital, uma das principais reivindicações recebidas pelos parlamentares ao longo do período.
Para o presidente da Câmara Municipal, vereador Epaminondas Neto, o Papy, os números demonstram o papel do Legislativo na mediação entre a população e o Executivo.
“Esse é um trabalho de todos nós. Congratulo os vereadores pelo enfrentamento que fazemos em defesa do cidadão campo-grandense. Todos os que vieram a esta Casa, que é a Casa do Povo, tiveram a oportunidade de debater. O acesso do cidadão às discussões e a intermediação da Câmara com a Prefeitura, na busca de soluções para os problemas da cidade, são a maior entrega que podemos fazer dentro das prerrogativas do Legislativo”, afirmou.
Cobrança por melhorias nas vias
Entre as ações destacadas no balanço está a mobilização dos vereadores para cobrar soluções para os problemas de infraestrutura urbana, especialmente em relação aos buracos nas vias da Capital.
Os parlamentares se reuniram com o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), André Brandão, para apresentar as demandas recebidas da população e solicitar a ampliação das frentes de trabalho em todas as regiões da cidade.
As reivindicações já haviam sido formalizadas por meio de indicações parlamentares, totalizando cerca de 9 mil pedidos de tapa-buracos apenas neste semestre.
A reunião, articulada pela Comissão Permanente de Obras e Serviços Públicos, resultou no compromisso da Sisep de ampliar as equipes responsáveis pelos serviços.
Segundo o presidente da comissão, vereador Flávio Cabo Almi, o Legislativo continuará acompanhando a situação.
“Estamos aguardando uma medida eficaz por parte do Executivo. Seguimos cobrando. O secretário explicou as dificuldades financeiras e operacionais enfrentadas, mas esperamos que a Prefeitura cumpra seu papel e avance na recuperação das vias da cidade”, afirmou.
Transporte coletivo em destaque
Outra pauta considerada prioritária pelos vereadores foi a melhoria do transporte público de Campo Grande.
O tema ganhou destaque com a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Coletivo, que realizou mais de 50 horas de oitivas, analisou documentos técnicos, financeiros e operacionais e elaborou um relatório final com mais de 200 páginas.
Entre as recomendações apresentadas pela CPI estava a intervenção no Consórcio Guaicurus, responsável pelo sistema de transporte coletivo da Capital.
Meses depois, a Prefeitura determinou a intervenção no serviço, medida que poderá durar até 180 dias. Os interventores terão 90 dias para apresentar um relatório preliminar e, ao final do processo, um relatório conclusivo que servirá de base para futuras decisões do Executivo.
A relatora da CPI, vereadora Ana Portela, destacou a relevância do trabalho desenvolvido pela comissão.
“Foram mais de seis meses de trabalho intenso, realizado com responsabilidade e cautela. O relatório da CPI foi citado na decisão que fundamentou a intervenção. Continuamos fiscalizando todo o processo e receberemos relatórios periódicos sobre a execução dos trabalhos. A expectativa é que possamos avançar na melhoria do transporte público da cidade”, declarou.
Produção legislativa
O balanço do primeiro semestre também apontou a aprovação de 271 projetos de lei e demais proposições com impacto direto na rotina da população.
Além disso, a Tribuna da Câmara foi utilizada por 26 cidadãos para apresentação de demandas e debates sobre temas de interesse público.
Ao longo do período, foram realizadas 41 sessões ordinárias, duas sessões extraordinárias, 29 audiências públicas e 18 sessões solenes, ampliando o diálogo entre o Legislativo e a sociedade campo-grandense.
Segundo a Mesa Diretora, os números reforçam o papel da Câmara Municipal na fiscalização das ações do Executivo, na elaboração de propostas legislativas e na representação das demandas da população.
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