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Legislativo Domingo, 15 de Fevereiro de 2026, 09:56 - A | A

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Decisão

Mato Grosso do Sul cria cadastro público para reforçar combate à violência contra a mulher

Proposta aprovada na ALEMS prevê identificação com foto e restrição a cargos públicos

Viviane Freitas
Capital News

Wagner GuimarãesALEMS

Sessão ordinária da ALEMS tem início às 9h na Casa de Leis com votação de projetos

Sessão ordinária da ALEMS tem início às 9h na Casa de Leis com votação de projetos

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul aprovou, em segunda discussão, o projeto que institui um cadastro estadual de pessoas condenadas por crimes de violência contra a mulher. A proposta agora segue para sanção do governador.

O novo sistema deverá reunir informações detalhadas sobre agressores com condenação definitiva, incluindo fotografia frontal para facilitar a identificação. A medida pretende ampliar a transparência, fortalecer a rede de proteção e permitir que a sociedade tenha acesso a dados sobre indivíduos com histórico de violência doméstica.

De acordo com o texto aprovado, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) ficará responsável pela criação e manutenção do portal. O acesso será permitido à população em geral, respeitando o sigilo de investigações e processos ainda em andamento. Órgãos como Polícia Civil, Polícia Militar, Ministério Público, Judiciário e conselhos tutelares também poderão consultar o banco de dados.

Entre as informações previstas estão dados pessoais, características físicas, relação entre agressor e vítima, circunstâncias do crime, endereço atualizado e histórico criminal.

O autor do projeto, deputado Pedrossian Neto, justificou a proposta com base nos números registrados no Estado. Segundo ele, Mato Grosso do Sul contabiliza, em média, 60 boletins de ocorrência por dia relacionados à violência contra a mulher, o que representa mais de 22 mil casos por ano. Apenas em Campo Grande, cerca de 5 mil medidas protetivas são expedidas anualmente.

A nova legislação também estabelece que pessoas incluídas no cadastro não poderão assumir cargos públicos no Estado.

A proposta se inspira em entendimento já validado pelo Supremo Tribunal Federal, que considerou constitucional iniciativa semelhante em outro estado brasileiro. Para os defensores da medida, o objetivo é ampliar mecanismos de prevenção e fortalecer o enfrentamento ao feminicídio e à violência doméstica.

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