Problemas relacionados à falta de água e à baixa pressão, provocados pelo acúmulo de baceiros no sistema de captação de água bruta do Rio Paraguai, têm preocupado moradores de Corumbá. Diante da situação, a vereadora Hanna Ellen Santana solicitou urgência à Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul) para que sejam adotadas medidas imediatas para restabelecer e garantir o abastecimento na cidade.
Entre as solicitações apresentadas pela vereadora está a disponibilização imediata de caminhões-pipa com água potável enquanto persistirem a interrupção ou a baixa pressão no sistema.
Hanna também pediu uma cópia ou síntese do plano de emergência e contingência do sistema de abastecimento de água de Corumbá, com a identificação das medidas previstas especificamente para ocorrências envolvendo vegetação aquática.
A parlamentar ainda questionou a viabilidade técnica e o estágio dos estudos para instalação de telas, grades, barreiras flutuantes, sistemas de desvio, captação redundante ou outras soluções que impeçam que os baceiros alcancem e obstruam os equipamentos de sucção.
Vereadora questiona obras e possíveis descontos nas faturas
Hanna Ellen Santana também solicitou informações sobre quais obras e investimentos previstos para Corumbá contemplam medidas específicas de prevenção ao acúmulo de baceiros, além do cronograma e do estágio de execução dos projetos.
Outro pedido é de esclarecimento sobre eventual revisão, abatimento ou compensação das faturas das unidades consumidoras afetadas por interrupções ou intermitências que tenham ultrapassado os limites regulatórios.
Segundo a vereadora, o problema é recorrente e está relacionado a um fenômeno já conhecido na região. Ela cita registros anteriores de interrupções provocadas por baceiros e cobranças feitas pelo Legislativo para implantação de telas ou outros dispositivos de proteção no sistema de captação.
Hanna também mencionou a Portaria nº 232/2022, da Agems (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul), que determina que o prestador disponha de plano de emergência e contingência, mantenha as áreas de captação superficial em condições adequadas e assegure o fornecimento contínuo de água.
Ainda conforme a vereadora, em situações de restrição, devem ser priorizados os serviços essenciais e os consumidores residenciais. A legislação federal também estabelece os princípios de regularidade, continuidade, eficiência, segurança e qualidade na prestação dos serviços públicos essenciais.
Mais de 80 registros
De acordo com Hanna, um levantamento realizado em publicações locais identificou, nos últimos dois anos, pelo menos 83 avisos ou registros relacionados à falta de água, baixa pressão ou risco de interrupção do abastecimento em Corumbá.
“Embora nem todos representem desabastecimentos efetivamente consumados, a frequência das comunicações demonstra vulnerabilidades recorrentes e justifica a apresentação de um diagnóstico oficial pela concessionária”, argumentou.
A vereadora também citou investimentos anunciados pela Sanesul para modernização da rede, redução de perdas e melhoria da captação em Corumbá. Para ela, é necessário esclarecer o estágio dessas obras e verificar se os projetos incluem soluções específicas para prevenir novas ocorrências de falta de abastecimento.
“A Sanesul também anunciou investimentos expressivos para modernização da rede, redução de perdas e melhoria da captação em Corumbá. É necessário, portanto, esclarecer o estágio dessas obras e se elas incluem soluções específicas para prevenir novas ocorrências de falta de abastecimento”, afirmou.
Hanna lembrou ainda que, segundo balanço publicado no Diário Oficial do Estado, a Sanesul encerrou 2025 com lucro líquido de aproximadamente R$ 48,4 milhões e receita operacional líquida de cerca de R$ 893 milhões.
“Dessa maneira, enquanto o abastecimento não for integralmente restabelecido, é indispensável que a concessionária reduza os impactos sobre a população mediante o fornecimento de água potável por caminhões-pipa, com prioridade para as famílias em situação de maior vulnerabilidade, bem como adote ações para mitigar ou compensar os transtornos já causados”, concluiu.
Segundo a vereadora, o abastecimento de água é essencial para garantir condições adequadas de saúde, alimentação, higiene e dignidade à população.
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