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Política

Câmara aprova parcelamento de dívida de R$ 2,3 bilhões da Prefeitura com previdência municipal

Débito será pago em 300 parcelas de R$ 7,9 milhões; emenda prevê prestação de contas trimestral à Câmara

João Gabriel Vilalba
Capital News

Izaias Medeiros

Vereadores debatendo pautas que tramitam pela Casa de Leis

Vereadores debatendo pautas que tramitam pela Casa de Leis

Vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande aprovaram, em sessão nesta terça-feira (11), uma proposta do Executivo que prevê o parcelamento de uma dívida da Prefeitura com o Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG). Uma emenda apresentada pela Câmara garante o acompanhamento e a transparência dos pagamentos.

A aprovação ocorreu em regime de urgência e em discussão única. O texto dispõe sobre o parcelamento do débito do Município de Campo Grande junto ao IMPCG.

Conforme a proposta, o Município reconhece uma dívida de R$ 2,3 bilhões com o instituto. O débito tem valor originário de R$ 821,3 milhões, correspondente ao período de 2010 a 2021, já descontados os valores pagos, e foi atualizado monetariamente pelo INPC/IBGE, acrescido de juros.

A dívida será amortizada em 300 parcelas de aproximadamente R$ 7,9 milhões.

O pagamento será vinculado ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM), como forma de garantir a adimplência. Conforme a mensagem encaminhada pelo Executivo junto ao projeto, o Município aderiu ao Programa de Regularidade Previdenciária mediante a assinatura de Termo de Parcelamento junto à Secretaria de Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência Social.

Ainda segundo a justificativa, a irregularidade no Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP) pode provocar, entre outras consequências, a suspensão das transferências voluntárias da União ao Município, além de impedir a celebração de acordos, contratos, convênios ou ajustes com órgãos da administração direta e indireta federal.

A irregularidade também pode impedir o Município de receber empréstimos, financiamentos, avais e subvenções de instituições financeiras federais.

A proposta recebeu uma emenda de autoria da Mesa Diretora para ampliar o acompanhamento da Câmara sobre os pagamentos.

Com a alteração, o Executivo deverá prestar contas trimestralmente dos valores recebidos do FPM e vinculados aos pagamentos previstos, além dos valores referentes às contribuições previdenciárias repassadas pela Prefeitura ao IMPCG.

As informações deverão ser encaminhadas à Câmara Municipal por meio de relatório.

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