Campo Grande 00:00:00 Sexta-feira, 14 de Agosto de 2026


Legislativo Sábado, 30 de Maio de 2026, 17:04 - A | A

Sábado, 30 de Maio de 2026, 17h:04 - A | A

Câmara Campo Grande

Após parecer do MPMS, vereador afirma que votará contra reajuste no transporte coletivo

Parlamentar diz que Consórcio Guaicurus recebeu recursos públicos, mas não melhorou a qualidade do serviço

João Gabriel Vilalba
Capital News

Pedro Roque

Vereador relatou que votará contra qualquer aumento na concessão Consórcio Guaicurus

Vereador relatou que votará contra qualquer aumento na concessão Consórcio Guaicurus

Após o Ministério Público de Mato Grosso do Sul se manifestar contra o pedido do Consórcio Guaicurus para elevar a tarifa técnica do transporte coletivo de R$ 6,57 para R$ 7,79, o vereador Landmark Rios (PT) voltou a criticar a atuação da concessionária e afirmou que será contrário a qualquer proposta de aumento de repasses ou reajuste tarifário sem melhorias concretas para a população.

Segundo parecer anexado ao processo judicial, o procurador de Justiça Aroldo José de Lima apontou risco de “enriquecimento sem causa” por parte das empresas concessionárias.

“Se vier aqui para a Câmara aumento de passagem ou mais dinheiro para o consórcio, o meu voto é claro: é contra”, afirmou Landmark.

O parlamentar criticou a falta de melhorias no sistema mesmo após os sucessivos repasses públicos realizados à concessionária.

“O Consórcio Guaicurus, mesmo depois da CPI aqui dentro da Casa, não melhorou em nada. Não houve aquisição de ônibus novos, o ar-condicionado do busão não avançou, não houve melhora das linhas nem da qualidade do serviço”, declarou.

Ministério Público questiona aumento milionário

Segundo o parecer do Ministério Público, somente em 2026 o Consórcio Guaicurus já recebeu mais de R$ 38,5 milhões em recursos públicos da Prefeitura de Campo Grande, sendo R$ 28 milhões em subsídio econômico e outros R$ 10,5 milhões em isenções tributárias.

O órgão também destacou que perícia judicial realizada em outro processo apontou cenário econômico diferente daquele apresentado pelas empresas de transporte.

O reajuste solicitado pelo consórcio poderia representar aproximadamente R$ 45 milhões adicionais por ano às empresas concessionárias.

Além disso, relatório técnico produzido pela comissão de intervenção do município apontou falhas recorrentes na prestação do serviço e concluiu que o problema do transporte coletivo não será resolvido apenas com novos reajustes tarifários.

CPI do Consórcio e projeto “Ar no Busão”

Ainda em 2025, durante o primeiro ano de mandato, Landmark foi um dos primeiros vereadores a assinar o pedido de criação da CPI do Consórcio Guaicurus na Câmara Municipal.

Na ocasião, o parlamentar defendeu investigação sobre a qualidade do serviço prestado, os contratos e a aplicação dos recursos públicos no transporte coletivo da Capital.

Também em 2025, Landmark apresentou o projeto “Ar no Busão”, que prevê a obrigatoriedade do funcionamento integral do sistema de ar-condicionado nos ônibus do transporte coletivo de Campo Grande.

O projeto chegou a ser aprovado pela Câmara Municipal, mas acabou vetado pelo Executivo. Em 2026, o vereador reapresentou a proposta.

A iniciativa prevê que novos ônibus adquiridos pelo Consórcio tenham ar-condicionado em funcionamento, além de estabelecer mecanismos de fiscalização.

Segundo Landmark, não é aceitável que a população continue pagando caro por um serviço considerado precário pelos usuários diariamente.

“O povo pega ônibus lotado, quente, demora horas no ponto e ainda querem colocar mais dinheiro público sem melhorar o serviço. Campo Grande merece respeito”, afirmou.

• • • • • 
• Junte-se à comunidade Capital News!
Acompanhe também nas redes sociais e receba as principais notícias do MS onde estiver.

• • • • • 
• Participe do jornalismo cidadão do Capital News!
Pelo Reportar News, você pode enviar sugestões, fotos, vídeos e reclamações que ajudem a melhorar nossa cidade e nosso estado. 

Comente esta notícia


Reportagem Especial LEIA MAIS