Campo Grande 00:00:00 Sábado, 30 de Maio de 2026


Legislativo Sábado, 30 de Maio de 2026, 17:04 - A | A

Sábado, 30 de Maio de 2026, 17h:04 - A | A

Câmara Campo Grande

Após parecer do MPMS, vereador afirma que votará contra reajuste no transporte coletivo

Parlamentar diz que Consórcio Guaicurus recebeu recursos públicos, mas não melhorou a qualidade do serviço

João Gabriel Vilalba
Capital News

Após o Ministério Público de Mato Grosso do Sul se manifestar contra o pedido do Consórcio Guaicurus para elevar a tarifa técnica do transporte coletivo de R$ 6,57 para R$ 7,79, o vereador Landmark Rios (PT) voltou a criticar a atuação da concessionária e afirmou que será contrário a qualquer proposta de aumento de repasses ou reajuste tarifário sem melhorias concretas para a população.

Segundo parecer anexado ao processo judicial, o procurador de Justiça Aroldo José de Lima apontou risco de “enriquecimento sem causa” por parte das empresas concessionárias.

“Se vier aqui para a Câmara aumento de passagem ou mais dinheiro para o consórcio, o meu voto é claro: é contra”, afirmou Landmark.

O parlamentar criticou a falta de melhorias no sistema mesmo após os sucessivos repasses públicos realizados à concessionária.

“O Consórcio Guaicurus, mesmo depois da CPI aqui dentro da Casa, não melhorou em nada. Não houve aquisição de ônibus novos, o ar-condicionado do busão não avançou, não houve melhora das linhas nem da qualidade do serviço”, declarou.

Ministério Público questiona aumento milionário

Segundo o parecer do Ministério Público, somente em 2026 o Consórcio Guaicurus já recebeu mais de R$ 38,5 milhões em recursos públicos da Prefeitura de Campo Grande, sendo R$ 28 milhões em subsídio econômico e outros R$ 10,5 milhões em isenções tributárias.

O órgão também destacou que perícia judicial realizada em outro processo apontou cenário econômico diferente daquele apresentado pelas empresas de transporte.

O reajuste solicitado pelo consórcio poderia representar aproximadamente R$ 45 milhões adicionais por ano às empresas concessionárias.

Além disso, relatório técnico produzido pela comissão de intervenção do município apontou falhas recorrentes na prestação do serviço e concluiu que o problema do transporte coletivo não será resolvido apenas com novos reajustes tarifários.

CPI do Consórcio e projeto “Ar no Busão”

Ainda em 2025, durante o primeiro ano de mandato, Landmark foi um dos primeiros vereadores a assinar o pedido de criação da CPI do Consórcio Guaicurus na Câmara Municipal.

Na ocasião, o parlamentar defendeu investigação sobre a qualidade do serviço prestado, os contratos e a aplicação dos recursos públicos no transporte coletivo da Capital.

Também em 2025, Landmark apresentou o projeto “Ar no Busão”, que prevê a obrigatoriedade do funcionamento integral do sistema de ar-condicionado nos ônibus do transporte coletivo de Campo Grande.

O projeto chegou a ser aprovado pela Câmara Municipal, mas acabou vetado pelo Executivo. Em 2026, o vereador reapresentou a proposta.

A iniciativa prevê que novos ônibus adquiridos pelo Consórcio tenham ar-condicionado em funcionamento, além de estabelecer mecanismos de fiscalização.

Segundo Landmark, não é aceitável que a população continue pagando caro por um serviço considerado precário pelos usuários diariamente.

“O povo pega ônibus lotado, quente, demora horas no ponto e ainda querem colocar mais dinheiro público sem melhorar o serviço. Campo Grande merece respeito”, afirmou.

• • • • • 
• Junte-se à comunidade Capital News!
Acompanhe também nas redes sociais e receba as principais notícias do MS onde estiver.

• • • • • 
• Participe do jornalismo cidadão do Capital News!
Pelo Reportar News, você pode enviar sugestões, fotos, vídeos e reclamações que ajudem a melhorar nossa cidade e nosso estado. 

Comente esta notícia


Reportagem Especial LEIA MAIS