O Ministério Público de Mato Grosso do Sul instaurou um procedimento administrativo para acompanhar as políticas públicas de enfrentamento ao HIV/Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) em Campo Grande. O foco da análise é o Plano de Ações e Metas (PAM) de 2026 da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande, que inclui estratégias de prevenção, diagnóstico, tratamento, ações educativas e capacitação da atenção primária.
O MPMS dá continuidade ao monitoramento realizado nos últimos anos, que apontou avanços na prevenção e na articulação com organizações da sociedade civil, mas também desafios como diagnóstico tardio, abandono de tratamento e dificuldades de adesão dos pacientes. Em 2025, o município registrou mais de 450 casos de HIV/Aids e 57 mortes relacionadas à doença. Atualmente, mais de sete mil pessoas vivem com HIV na Capital, com cerca de 75% apresentando carga viral indetectável, resultado do acesso ao tratamento, embora ainda haja preocupação com a interrupção do acompanhamento clínico.
Também foram notificados 1.011 casos de sífilis adquirida, cerca de 450 em gestantes e 100 de sífilis congênita, além de outros agravos como tuberculose, hepatites virais e hanseníase, que seguem em monitoramento. O MPMS também acompanha a aplicação de mais de R$ 1,1 milhão previstos para 2026 em ações de prevenção e assistência, além de parcerias com entidades da sociedade civil, com acompanhamento técnico contínuo das políticas de saúde.
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