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Executivo Quinta-feira, 21 de Agosto de 2025, 07:54 - A | A

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Reajuste de Tarifa

Prefeita de Campo Grande recorre e rejeita reajuste da tarifa de R$ 7,79

Decisão judicial pede aumento de tarifa técnica, mas Prefeitura recorre

Viviane Freitas
Capital News

PMCG

Decisão judicial pede aumento de tarifa técnica, mas Prefeitura recorre

Decisão judicial pede aumento de tarifa técnica, mas Prefeitura recorre

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), anunciou que não realizará o reajuste da tarifa técnica de R$ 7,79 solicitado pelo Consórcio Guaicurus, conforme decisão judicial, pois a Procuradoria Municipal vai recorrer. “Teve uma decisão e a procuradoria vai recorrer, porque nós temos meios e mecanismos para isso. Essa é uma pauta relevante para os campo-grandenses. Nós vamos seguir na defesa do usuário do transporte coletivo”, afirmou a prefeita durante agenda com líderes municipais de Mato Grosso do Sul nesta quarta-feira (20).

O juiz Marcelo Andrade Campos Silva havia determinado, em outubro de 2023, que o município aumentasse a tarifa técnica do transporte coletivo de R$ 5,95 para R$ 7,79. No entanto, a Prefeitura recorreu da decisão, tentando barrar o aumento. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) validou a tarifa acordada em um Termo de Ajustamento de Gestão (TAG), celebrado entre a Prefeitura, o Consórcio e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS).

Com o impasse, o Consórcio Guaicurus entrou com uma nova ação para garantir o cumprimento da decisão, solicitando uma multa diária de R$ 200 mil caso o município não reajustasse a tarifa. O juiz atendeu ao pedido e determinou que o município cumprisse a decisão em 15 dias, sob pena de aumento da multa. "Intimem-se os executados, via oficial de justiça, para que, em 15 dias, cumpram a decisão concedida", afirmou o magistrado.

É importante destacar que a tarifa técnica de R$ 7,79 é o valor efetivamente pago ao Consórcio Guaicurus por cada passageiro transportado. A diferença entre esse valor e o que é pago pelos usuários é bancada pelo município como um subsídio, para evitar que o custo da passagem seja elevado para os passageiros. Este reajuste é um tema controverso, pois os empresários de transporte coletivo buscam mais recursos públicos, enquanto as condições da frota continuam a ser um ponto de crítica.

Os empresários do Consórcio Guaicurus acumulam receitas milionárias com o serviço de transporte coletivo em Campo Grande. Entre 2012 e 2019, a empresa gerou uma receita de R$ 1,27 bilhão, conforme auditoria realizada pela Prefeitura. Somente em 2025, o Consórcio deve receber cerca de R$ 64 milhões em subsídios e isenção fiscal do ISS. Mesmo com esses valores, o Consórcio continua movendo ações judiciais para garantir ainda mais verbas, enquanto a frota de ônibus da cidade segue com problemas.

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