A mobilização pela reabertura do Estádio Morenão, o maior palco do futebol sul-mato-grossense, ganhou um importante capítulo nesta terça-feira (10). Foi anunciado que o contrato de concessão do Estádio Universitário Pedro Pedrossian (Morenão), foi concluído em parceria entre o Governo de Mato Grosso do Sul e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). A assinatura do documento deve ocorrer até o fim de março.
O anúncio foi feito com exclusividade ao Grupo Hora, na manhã desta terça-feira (10), em entrevista à Rádio Hora, pelo secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda. Segundo ele, um plano de ação para a reabertura do estádio já está em elaboração, confirmou a parceria com a Federação de Futebol para troca do gramado, e a previsão é para reabertura provisória até junho ou julho, é o pedido do governador Eduardo Riedel, e deve ser entregue nesta sexta-feira (13).
“O governador Riedel quer iniciar esse processo de retomada a partir do momento em que tivermos acesso ao Morenão, com alguma ação efetiva que atenda de imediato à expectativa dos clubes. Estamos trabalhando nisso há bastante tempo e, finalmente, apesar dos entraves, conseguimos avançar”, afirmou.
História que resiste
Nesta semana, o Estádio Pedro Pedrossian completou 55 anos. Amplamente reconhecido como um dos maiores estádios universitários da América Latina, o espaço foi palco de jogos históricos e pulsa na memória de muitos sul-mato-grossenses.
Um desses momentos marcantes ocorreu em 12 de setembro de 1973, quando Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, esteve em Campo Grande. O Santos enfrentou o Esporte Clube Comercial em partida válida pelo Campeonato Brasileiro da 1ª divisão, perdendo por 1 a 0.
Outro episódio inesquecível ocorreu em 14 de outubro de 2009, quando a Seleção Brasileira masculina jogou no estádio em partida válida pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010, empatando em 0 a 0 e decepcionando a torcida local.
Enquanto essas histórias permanecem na memória, o estádio segue fechado, reflexo de uma parte da história do futebol local que vem sendo esquecida.
Sem partidas há mais de três anos
O maior estádio do estado não recebe uma partida de futebol masculino profissional há mais de 1.300 dias. O último jogo ocorreu em 17 de abril de 2022, válido pelo hexagonal final do Campeonato Sul-Mato-Grossense, quando o Operário-MS venceu o Dourados por 1 a 0, garantindo o título da equipe de Campo Grande na temporada.
Após a partida, o Morenão foi fechado para reformas nos banheiros e vestiários. Desde então, não voltou a ser reaberto.
Enquanto isso, os times de Campo Grande, Futebol Clube Pantanal e Operário Futebol Clube, vêm enfrentando dificuldades para mandar seus jogos. A única solução temporária tem sido o pequeno estádio Jacques da Luz, com capacidade para 3,2 mil pessoas, que atualmente recebe as partidas do campeonato local.
No cenário nacional, a Copa do Brasil evidencia outra realidade. O novo regulamento da competição exige maior capacidade e segurança nos estádios para as fases em que os times avançam.
Enquanto o Futebol Clube Pantanal SAF foi eliminado na primeira fase, o Operário FC segue vivo e enfrentará o Vila Nova (GO) na terceira fase. Caso avance na competição, é provável que a partida não aconteça em Mato Grosso do Sul, já que o único estádio em Campo Grande é o Jacques da Luz nas Moreninhas. Uma das opções para direção da SAF Operariana , seria levar o jogo para Arena Pantanal em Cuiabá no vizinho Mato Grosso.
Discussão sobre o futuro do Morenão
A mobilização pela reabertura do Estádio Pedro Pedrossian (Morenão), tem o empenho do deputado Pedro Pedrossian Neto (PSD), além do apoio do presidente da Federação de Futebol de MS, Estevão Petrallás, e principalmente do empenho do secretário de Esportes, Marcelo Miranda (PSDB).
Parlamentares e amantes do esporte local debatem qual é a melhor solução: construir uma nova arena ou reabrir o Estádio Morenão, recuperando sua história e potencial para o futebol no estado.
O secretário Marcelo Miranda também comentou sobre a possibilidade de transformar a gestão do espaço em uma Parceria Público-Privada (PPP). Segundo ele, a proposta ainda passa por estudos de viabilidade e trata-se de um processo longo, mas que pode trazer resultados positivos para o esporte em Campo Grande.
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