A Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Jesus Peralta Bernal, de 60 anos, pelo assassinato do fiscal tributário estadual Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, ocorrido na tarde de terça-feira (24), na região central da Capital.
O crime aconteceu em um imóvel localizado na Rua Antônio Maria Coelho, que pertencia ao ex-prefeito, mas havia sido leiloado e adquirido pela vítima em 2025 por R$ 2,4 milhões. Mazzini foi atingido por disparos no abdômen e nas costas.
Em depoimento, Bernal confessou ter efetuado os tiros, mas alegou que não tinha a intenção de matar. No entanto, o chaveiro que acompanhava a vítima afirmou à polícia que o ex-prefeito chegou ao local com a “intenção de causar mal, sem nem ao menos querer conversar sobre a situação”.
Desde o ocorrido, Bernal está preso em flagrante por homicídio qualificado, com agravantes como traição, emboscada ou uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Após o interrogatório, a Polícia Civil optou por não arbitrar fiança e formalizou o pedido de prisão preventiva.
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Na noite de terça-feira, o ex-prefeito foi encaminhado ao Presídio Militar Estadual, onde permanece à disposição da Justiça. Ele deve passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (25), quando o Judiciário decidirá se continuará preso ou poderá responder ao processo em liberdade.
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