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Justiça Segunda-feira, 17 de Agosto de 2026, 13:42 - A | A

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Nota de repúdio

Após decisão judicial, pais de Sophia Ocampo defendem busca por justiça

Jean Carlos Ocampo da Rosa e Igor de Andrade Silva Trindade afirmam que valor definido pela Justiça representa responsabilização do poder público, e não busca por lucro

Viviane Freitas
Capital News

Reprodução de vídeo

Jean Carlos Ocampo da Rosa e Igor de Andrade Silva Trindade afirmam que valor definido pela Justiça representa responsabilização do poder público, e não busca por lucro

Jean Carlos Ocampo da Rosa e Igor de Andrade Silva Trindade afirmam que valor definido pela Justiça representa responsabilização do poder público, e não busca por lucro

Os pais de Sophia de Jesus Ocampo, Jean Carlos Ocampo da Rosa e Igor de Andrade Silva Trindade, divulgaram uma nota de repúdio após serem alvo de críticas e comentários nas redes sociais relacionados à indenização determinada pela Justiça após a morte da criança.

Em decisão, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) reconheceu a responsabilidade do Governo de Mato Grosso do Sul e da Prefeitura de Campo Grande pela falha no atendimento e pela omissão diante da situação envolvendo Sophia. A criança foi vítima de violência praticada pelo padrasto e morreu após circunstâncias que, segundo o processo, envolveram falhas na proteção.

A decisão estabeleceu indenização por danos morais de R$ 400 mil para Jean Carlos e R$ 100 mil para Igor. Os valores ainda serão corrigidos pela taxa Selic.

Na manifestação, os dois afirmam que consideram injusto transformar a perda da filha em acusações de que estariam tentando obter lucro com a morte. Para eles, a decisão judicial representa uma forma de responsabilização pelas falhas apontadas no atendimento à criança.

Os pais relatam que buscaram ajuda e fizeram alertas sobre a situação, mas que não tiveram a resposta necessária. Segundo eles, enquanto tentavam conseguir proteção, Sophia acabou perdendo a vida.

A nota também destaca que nenhum valor financeiro pode compensar a perda da criança ou eliminar o sofrimento provocado pela morte. Jean Carlos e Igor afirmam carregar a saudade, o trauma e a dor pela ausência da filha.

Outro ponto abordado pelos dois é a própria paternidade. Eles criticaram os ataques direcionados ao fato de Sophia ter dois pais e afirmaram que ambos exerceram seus papéis com amor e cuidado.

Para Jean Carlos e Igor, o debate deveria estar concentrado nas circunstâncias que levaram à morte da criança e na necessidade de fortalecer os mecanismos de proteção.

Ao final, os pais afirmam que a intenção não é obter lucro, mas buscar justiça, responsabilização e mudanças na rede de proteção. Eles defendem que as falhas identificadas sirvam de alerta para evitar que outras crianças passem por situações semelhantes.

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