O Tribunal do Júri de Campo Grande inocentou, nesta quarta-feira (19), os três homens acusados de envolvimento na execução de Kennedy Anderson José Antunes, conhecido como ‘Dinho da Nhanhá’. A decisão foi tomada pela 2ª Vara do Tribunal do Júri por falta de provas suficientes para condenação.
Com a absolvição, os então réus Cleiton Rodrigues de Oliveira Pereira, o ‘Cleitinho’, e Gustavo da Silva Ribeiro foram colocados em liberdade.
O crime ocorreu na tarde de 2 de fevereiro de 2025. Segundo as investigações, ‘Dinho da Nhanhá’, apontado como uma das lideranças do PCC em Mato Grosso do Sul e investigado por envolvimento com o tráfico de drogas, foi surpreendido por um homem encapuzado que chegou ao local em um carro Gol, de cor prata.
O atirador desceu do veículo e efetuou diversos disparos contra a vítima. Mesmo ferido, Kennedy tentou correr em direção à residência, mas foi perseguido pelo criminoso e morreu logo depois de atravessar o portão.
Câmeras de segurança registraram a ação, que durou cerca de 30 segundos. As imagens mostram o momento em que o veículo para em frente ao estabelecimento e o passageiro do banco traseiro desce encapuzado, efetuando os disparos. Após a fuga, o homem retorna ao carro e deixa o local.
Apesar das imagens e das investigações realizadas ao longo do processo, o Tribunal do Júri entendeu que não havia provas suficientes para sustentar a condenação dos acusados.
Kennedy já havia sido condenado por participação em um homicídio ocorrido no bairro Caiobá, em Campo Grande, em 2022, e era alvo de investigação do Gaeco.
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