Apontado como um dos chefões do PCC (Primeiro Comando da Capital), o narcotraficante Gerson Palermo foi encaminhado nesta quinta-feira (28) para o Presídio Federal de Campo Grande, após passar por audiência de custódia.
Palermo havia sido preso na última terça-feira (26), na Bolívia, depois de permanecer seis anos foragido da Justiça brasileira.
Após a captura, ele foi extraditado e desembarcou no Aeroporto de Campo Grande no fim da tarde de quarta-feira (27), sob escolta da Polícia Penal.
Segundo as autoridades, Palermo é investigado por envolvimento com o narcotráfico internacional, atuando no tráfico transnacional de cocaína, lavagem de dinheiro e logística criminosa entre Brasil e Bolívia.
Com extensa ficha criminal, ele possui registros policiais desde o início da década de 1990 e já era considerado pela Polícia Federal como um dos maiores traficantes do país.
O caso mais conhecido envolvendo Palermo ocorreu em 2000, no sequestro de um Boeing 727 da Vasp.
Na ocasião, ele liderou uma quadrilha que tomou o controle da aeronave logo após a decolagem em Foz do Iguaçu, na fronteira com o Paraguai.
Piloto de avião, Palermo teria dado as coordenadas para que a aeronave pousasse em Porecatu, no interior do Paraná, onde o grupo roubou nove malotes do Banco do Brasil com cerca de R$ 5,5 milhões.
Preso novamente após o crime, em 29 de agosto de 2000, Palermo foi condenado a 66 anos e 9 meses de prisão pelo sequestro da aeronave.
Além desse processo, ele acumula condenações ligadas ao tráfico de drogas e outros crimes, somando cerca de 126 anos de prisão no Brasil.
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