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Internacional

Bolívia afirma que não será esconderijo de traficantes após prisão de integrante do PCC

Conhecido como “Pigmeu”, Gerson Palermo foi capturado em operação conjunta e aguarda extradição para o Brasil

Elaine Oliveira
Capital News

A prisão de Gerson Palermo, de 68 anos, conhecido como “Pigmeu” e apontado como um dos chefões do PCC (Primeiro Comando da Capital), levou autoridades bolivianas a reforçarem o combate ao narcotráfico internacional no país.

Após a captura do brasileiro, realizada nesta terça-feira (26) na região de Cotoca, próxima a Santa Cruz de La Sierra, o vice-ministro da Defesa Social e Substâncias Controladas da Bolívia, Ernesto Justiniano Urenda, afirmou que a Bolívia não permitirá que criminosos usem o país como refúgio.

“A Bolívia não deve ser um refúgio para narcotraficantes do Brasil ou de qualquer outro país. Nenhum fugitivo do narcotráfico deve ter permissão para se estabelecer na Bolívia”, declarou em entrevista ao canal Red Uno.

Palermo é investigado por envolvimento com tráfico internacional de cocaína, lavagem de dinheiro e logística do tráfico entre Brasil e Bolívia. Somadas, as condenações do criminoso chegam a aproximadamente 126 anos de prisão.
A captura ocorreu em ação conjunta entre a Polícia Federal brasileira e forças bolivianas especializadas no combate ao narcotráfico. Agora, as autoridades trabalham nos procedimentos para a extradição do traficante ao Brasil, que deve ocorrer em aeronave da PF.

De acordo com o governo boliviano, antes da prisão Palermo vivia como empresário do setor agrícola na cidade de Cotoca, onde possuía uma propriedade rural.
“Sabemos que ele tinha algum tipo de negócio agrícola e uma casa. Esses detalhes virão à tona mais tarde, com o decorrer das investigações”, afirmou o vice-ministro.

As autoridades bolivianas não detalharam possíveis cúmplices ou conexões do criminoso no país, mas garantiram que as investigações continuam.

Histórico criminal

Com registros policiais desde os anos 1990, Gerson Palermo é considerado pela Polícia Federal um dos maiores traficantes do Brasil.

Entre os crimes mais conhecidos atribuídos a ele está o sequestro de um Boeing 727 da Vasp, em 2000. Na ação, a quadrilha liderada por Palermo tomou o controle da aeronave após a decolagem em Foz do Iguaçu, no Paraná.

O avião foi obrigado a pousar em Porecatu, também no Paraná, onde os criminosos roubaram nove malotes do Banco do Brasil, contendo cerca de R$ 5,5 milhões.

Palermo já havia sido preso por tráfico de drogas em 1991 e voltou a ser capturado em agosto de 2000 pelo sequestro da aeronave, crime pelo qual foi condenado a 66 anos e nove meses de prisão.

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