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Meio Ambiente Sábado, 12 de Julho de 2008, 13:00 - A | A

Sábado, 12 de Julho de 2008, 13h:00 - A | A

Semac e Polícia lacram fábrica acusada de poluir o Córrego Imbirussú

Da Redação

A Secretaria de Meio Ambiente e Polícia Civil lacraram nesta sexta-feira uma fábrica de reciclagem em Campo Grande que funcionava sem licença ambiental e também é acusada de poluir o Córrego Imbirussú. A poluição no córrego está provocando a morte de peixes. Apesar da ação, os donos da empresa ainda não foram identificados. A polícia vai buscar informações na Junta Comercial do Estado. A empresa de reciclagem funcionava na Vila Popular.

A denúncia contra a empresa partiu de um frigorífico que usa a água do córrego no processo de produção. Um laboratório que presta serviços à indústria monitora a qualidade da água diariamente. No dia 24 de junho testes revelaram que o ph da água - o índice que mede a acidez - passou de um para dez em menos de cinco horas. Ttrês dias depois, a Secretaria de Meio Ambiente encontrou peixes mortos no córrego. Cinco empresas da região estão sendo investigada.

A empresa de reciclagem produz 20 toneladas de plástico por mês, foi multada em R$ 10.300,00 por funcionar sem licença ambiental. Nos fundos da fábrica fica acumulado o material que será reaproveitado. Moradores vizinhos reclamam também do mau cheiro que é forte na região.

Segundo a polícia, a água usada na lavagem do material antes da reciclagem vai direto para o córrego, sem qualquer tratamento. A empresa foi notificada por liberar resíduos químicos numa área de preservação permamente.

A polícia recolheu na fábrica embalagens de amônia, fertilizantes e até agrotóxicos que eram usadas para a reciclagem. Exames desse material vão ser confrontados com amostras da água e dos peixes mortos. Os laudos podem revelar se a empresa foi a responsável pela mortandade dos peixes.

Nos próximos dias a polícia vai ouvir os donos da empresa. Se for comprovada a poluição do córrego como causa da morte dos peixes, eles serão indiciados por crime ambiental. A pena para esses casos é de 1 a 4 anos de prisão. (Fonte: Tv Morena)

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