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Meio Ambiente Sexta-feira, 13 de Abril de 2012, 18:13 - A | A

Sexta-feira, 13 de Abril de 2012, 18h:13 - A | A

Diferente de 2011 nível do Rio Paraguai permanece abaixo dos 2m

Redação Capital News (www.capitalnews.com.br)

Esta semana o nível do Rio Paraguai atingiu a marca de 1,90 m na régua centenária de Ladário, muito diferente do mesmo período do ano passado, quando este registro já ultrapassava os 4 metros, determinando, para este ano, um cenário de menor inundação no Pantanal, muito diferente do de 2011.

Segundo o pesquisador da Embrapa Pantanal (Corumbá-MS),
Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Carlos Padovani, o motivo pelo baixo nível este ano está relacionado com o volume de chuvas na cabeceira dos rios: “A chuva que determina o nível no Rio Paraguai é a que cai na região Norte da bacia do Pantanal, no planalto em Mato Grosso, mais especificamente nas bacias dos rios Paraguai (nascentes), Cuiabá e São Lourenço.

Este ano as chuvas nestas bacias foram em menor quantidade que em 2011.Para este ano a estimativa é que a marca máxima da cheia ficará abaixo dos 4,6 metros, correspondente ao valor mais frequente na história, pois já passamos do período intenso de chuvas que vai de outubro a março e a tendência é a que a partir de abril este volume diminua consideravelmente”, explica Padovani.

O pesquisador explica que em 2011 a inundação do Pantanal sul - quando o Rio Paraguai atingiu a marca de 5,62 metros em seu pico máximo - foi causada, além das chuvas provenientes do norte, pela inundação nos pantanais dos rios Aquidauana, Miranda, Negro e Abobral, por chuvas intensas e atípicas que caíram sobre as bacias dos rios Aquidauna e Miranda e que, ao se juntar com a do Paraguai causou uma grande cheia. Além desta extensa área inundada, houve demora na drenagem da região. Este ano, até o momento, não houve chuvas atípicas nas bacias dos rios Aquidauana e Miranda, indicando que a inundação dessa mesma região não deverá oferecer riscos, além do que já é esperado dentro da variação frequente no Pantanal.

Segundo Padovani, a Embrapa vem realizando um trabalho de integração de dados de chuva, nível dos rios e área inundada. A atualização e análises dos dados de chuva foi concluído e o mesmo trabalho está sendo feito para os dados de nível dos rios e área inundada. Parte destes dados é coletada junto aos órgãos oficiais responsáveis por estas informações: “O órgão responsável pela previsão e monitoramento do nível dos rios brasileiros, inclusive da Bacia do Pantanal, é a CPRM (Serviço Geológico do Brasil) com seus dados disponibilizados semanalmente no site:http://www.cprm.gov.br/, no link do Sistema de Alerta de cheias. Utilizamos, também, as informações fornecidas pela Marinha do Brasil, disponibilizadas diariamente no site: https://www.mar.mil.br/ssn-6/ que desde 1900, realiza a coleta destes dados na região do Pantanal. Já em relação às chuvas, o Cemtec/Agraer disponibiliza dados de precipitação no site:http://www.agraer.ms.gov.br/cemtec/, além de outros dados meteorológicos para o Mato Grosso do Sul”, explica o pesquisador.

“O nosso papel é realizar pesquisas para aperfeiçoar o entendimento, por parte da população, sobre o regime das águas do Pantanal, difundindo informações sobre o comportamento do rio Paraguai, sobre a relação entre as chuvas, o nível dos rios e as inundações no Pantanal”, completa.
 

Fonte: Embrapa Pantanal, Corumbá (MS)

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