O governador André Puccinelli assinou na manhã de hoje o decreto de criação do GeoparkBodoquena – Pantanal, em solenidade realizada na governadoria. A assinatura do decreto também cria o conselho gestor do Geopark.
O Geopark Bodoquena - Pantanal envolve 39.700 quilômetros quadrados da região sudoeste do Estado, onde estão situadas diversas riquezas geológicas, nos territórios de Anastácio, Aquidauana, Bela Vista, Bodoquena, Bonito, Caracol, Corumbá, Corumbá, Guia Lopes da Laguna, Jardim, Ladário, Miranda, Nioaque e Porto Murtinho. No total, estão inseridos nesta área 54 geossítios, entre grutas, pedreiras, baías, minas, cachoeiras, nascentes, monumentos, etc. A solenidade contou com a presença de 7 prefeitos dos 13 municípios incluídos no Geopark.
Puccinelli destacou a importância da visibilidade que o Geopark dará a Mato Grosso do Sul, caso ganhe o selo da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). “Conseguir a chancela da Unesco significa valorizar a preservação nas nossas belezas naturais, históricas e culturais. Dessa forma podemos garantir a oportunidade de novos investimentos para os municípios e uma fonte de recursos com o turismo” disse o governador.
De acordo com o prefeito de Bodoquena, Jun Iti Hada, ter a área do município incluída no Geopark, significa futuros investimentos para o turismo.” O fato de 13 municípios participarem deste projeto, já é um avanço. A visão turística em cima de Mato Grosso do Sul será bem mais abrangente e trará soluções turísticas como a aplicação de asfalto e instalação de esgotos” disse o prefeito.
Uma das coordenadoras do projeto do “Geopark Bodoquena”, a superintendente do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional), Maria Margareth Escobar, destacou a fauna da região englobada pelo Geopark. “Agora podemos concorrer com outros estados através da nossa paisagem” disse Margareth.
Geoparques
A elevação à categoria de geoparque, uma chancela oficial da Unesco, é uma ferramenta de preservação para áreas dotadas de importantes testemunhos geológicos e paleontológicos da evolução da Terra, e também objetiva fomentar a educação, inclusão social, divulgação científica e o turismo. Desde a criação do Global Networks of National Geoparks, em 2004, a Unesco já chancelou 57 geoparques ao redor do mundo, sendo apenas um nas três Américas - o Geoparque do Araripe, no Ceará, em 2006.
Para a presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, Nilde Brun, o Geopark é de extrema importância para o turismo e o meio ambiente. “Ele vem fortalecer a imagem do Estado no mercado internacional e na Rede Mundial de Geoparques, promovendo o desenvolvimento da região. Ganha o turismo diferenciado, ganha a infraestrutura dos municípios e ganha do Estado” afirmou Nilde.
O geoparque favorece a elaboração de modelos alternativos de gestão territorial, não impondo regras fixas. Na verdade, ele pressupõe critérios de gestão e desenvolvimento de atividades econômicas menos restritivas. Além da visibilidade internacional proporcionada pela chancela, a implementação do selo "Unesco Geopark" favorece a possibilidades de financiamentos internacionais estimulados por uma chancela deste porte – a região do Araripe, por exemplo, já recebeu cerca de US$ 65 milhões de empréstimo do Banco Mundial para realizar ações de infraestrutura e apoio ao setor produtivo da região, entre outros projetos.
Por Jefferson Gonçalves - Capital News
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