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Interior Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008, 17:31 - A | A

Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008, 17h:31 - A | A

Indígenas prometem bloquear estrada por falta d\'água

Da redação (LM)

Sofrendo com falta de água há mais de 40 dias e sem assistência por parte dos órgãos competentes, indígenas guarani-kaiowá da Aldeia Limão Verde anunciaram, na manhã de hoje que vão bloquear o trânsito na rodovia MS-156, trecho da vulgarmente conhecida como Guaira-Porã, que liga a região de fronteira no sul do Estado em Mato Grosso do Sul ao estado do Paraná, caso o problema não seja resolvido imediatamente.

O problema de falta de água na reserva surgiu quando a bomba do único poço artesiano que abastece a aldeia, que tem uma população de 1,1 mil habitantes, segundo a Funai (Fundação Nacional do Índio), queimou e deixou a população local desabastecida.

Sem água do poço e sem um sistema alternativo de abastecimento como caminhões pipa, por exemplo, os moradores da aldeia que está situada á cerca de três quilômetros do perímetro urbano da cidade em Amambai, passaram a consumir água suja e contaminada, de bebedouros de gado de fazendas circunvizinhas à reserva indígena e de poças de água formada pela água da chuva no interior da aldeia.

O problema é que não chove há uma semana na região e devido o alto volume de consumo, sobretudo por conta do sol e do forte calor que fez essas fontes, mesmo com água 100% sem condições para o consumo humano, secarem, agravando ainda mais o problema que já era considerado gravíssimo.

Falta de assistência- Com os bebedouros de gado e as poças de água secas, as famílias indígenas, inclusive crianças, tem que caminhar por quilômetros até riachos da região para tomar banho e buscar água para cozinhar.

O caminhão pipa pertencente a Prefeitura de Amambai e cedido ao Corpo de Bombeiros, que no final de semana chegou a realizar algumas viagens levando água para os moradores da aldeia quebrou e não foi consertado pela Prefeitura.

Funasa também age com omissão- A Funasa (Fundação Nacional de Saúde) responsável pela manutenção do serviço de fornecimento de água nas aldeias indígenas da região, também está agindo com omissão e morosidade em relação ao problema.

Na última sexta-feira (14) o Chefe do Pólo Base de Amambai, Davi Pereira, informou que segunda-feira passada (17) uma equipe do órgão federal deveria chegar a Amambai para solucionar o problema, o que não aconteceu e a situação se agravou ainda mais.

Nesta quarta-feira (19) voltamos a entrar em contato com o chefe do Pólo Base para saber como anda a situação em relação as providências que estão sendo tomadas em relação ao reabastecimento de água na aldeia.

Davi informou que estava na capital do Estado, Campo Grande para tentar buscar uma solução para o problema.

Ele reentrou as informações repassadas na sexta-feira que o problema na realidade está em um transformador que fornece a energia para a bomba do poço que abastece a reserva indígena, que teria provocado à queima de pelo menos quatro bombas nesse período de 40 dias.

“Estamos trabalhando no sentido de adquirir um novo transformador para substituir o equipamento defeituoso e solucionar o problema de uma vez por todas”, disse Davi ao ressaltar que se permanecer com o mesmo transformador em operação, vai voltar a queimar as bombas que forem sendo colocadas.(A Gazeta News)

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