Anderson Ramos/Capital News
Glauber Caldas (centro), apesar dos rumores pós-clássico, segue no comando do Operário
O Campeonato Sul-Mato-Grossense terá no fim de semana a sétima rodada com todos os dez clubes em campo. Com cada um deles tendo disputado cinco partidas, apenas o Corumbaense FC trocou de treinador, logo após a derrota para o Maracaju AC na estreia. As próximas partidas, porém, podem ser decisivas para os técnicos de Operário FC, Aquidauanense FC e CE Nova Andradina.
Considerando adversário e reação do torcedor após a partida, a situação mais complicada seria de Glauber Caldas. O Galo perdeu o clássico para o EC Comercial por 2 a 0 e o desempenho do time, mesmo enquanto o jogo seguia sem gols, não agradava. Os dois gols colorados na reta final da partida pioraram a situação e a saída dos jogadores e da Comissão Técnica do vestiário precisou ser feita com cuidado para evitar confronto com torcedores que protestavam próximo ao ônibus do clube.
O sinal que o clima pós-jogo não foi dos melhores ficou evidente no fato do treinador não ter retornado ao campo para as entrevistas finais, como acontece comumente. “Pressão no Operário sempre vai ter e como perdemos o clássico isso fica mais exacerbado. Nós da comissão técnica e os jogadores precisamos entender e contornar essa situação”, disse Glauber, que segue preparando o time que enfrenta o MAC neste sábado.
Cobrança natural
No Aquidauanense, a convivência pacífica entre torcedores e Mauro Marino começou a desandar após a eliminação na Copa do Brasil, com a derrota em casa para o ABC-RN por 1 a 0, ganhou fôlego com a vitória sobre o Comercial e o empate com o Operário, no Morenão. Mas a derrota para o Águia Negra e o empate com o Corumbaense voltaram a desestabilizar a relação. Após a partida, o time foi fortemente vaiado e alguns torcedores chegaram a bater boca com o técnico.
Marino, porém, minimiza a situação, classificando como uma cobrança natural. “Contratempo todas equipes têm e o futebol quando não acontecem os bons resultados a cobrança chega. Mas seguimos trabalhando com tranquilidade e focados junto com os jogadores”, disse. Para retomar a paz, porém, vencer o Costa Rica EC, fora de casa, será fundamental.
Em Nova Andradina, a situação de Mirandinha é atenuada pela falta de estrutura do time que por muito pouco não abandonou a competição antes da estreia, tanto que o técnico chegou três dias antes de fazer o primeiro jogo. Com dois empates e três derrotas, amarga a lanterna e um novo tropeço, justamente contra o líder Águia Negra no próximo jogo, pode deixar o time mais perto de retornar à Série B e o treinador sem o apoio para seguir no cargo.
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