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Mato Grosso do Sul

Agepen troca direção-adjunta da Gameleira II em Campo Grande

Policial penal dispensado da função é um dos servidores denunciados pelo MPMS na Operação Sátrapa

Elaine Oliveira
Capital News

Assessoria

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O policial penal Aluizio Boteiro Chastel Villazante foi dispensado da função de diretor-adjunto da Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II, em Campo Grande. A mudança consta em portaria da Agepen-MS (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul), publicada nesta quinta-feira (10), com efeitos a partir de 8 de setembro.

O documento é assinado pelo diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, mas não informa o motivo da dispensa. Para ocupar a função, foi designado o policial penal Ramão Luiz Victor, conforme portaria publicada na mesma data.

Aluizio é um dos seis servidores públicos denunciados pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) no âmbito da Operação Sátrapa, deflagrada em fevereiro de 2025 pela Ficco (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado). A investigação apura um suposto esquema de corrupção relacionado à entrada de drogas e celulares na PED (Penitenciária Estadual de Dourados).

Segundo denúncia apresentada pelo MPMS em julho do ano passado, Aluizio teria integrado o grupo de servidores investigados por envolvimento no esquema. Também são citados o ex-diretor da PED Rangel Schveiger e os policiais penais Eduardo Trigueiro dos Santos Silva, Gislaine de Souza Fonseca Schveiger e Mauro Pereira dos Santos. O servidor da Sejusp-MS (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul) Rafael Garcia Ribeiro também foi denunciado.

Investigação

A apuração teve início em 2024, após informações de que um policial penal estaria levando drogas e celulares para dentro da PED. Em julho daquele ano, um servidor foi preso em flagrante com cerca de 1,5 quilo de entorpecentes.

Conforme a denúncia do MPMS, parte dos investigados teria formado uma organização criminosa dentro da penitenciária, com participação de presos e outras pessoas. O grupo seria responsável por receber valores para facilitar a entrada de celulares e drogas, além de permitir outros crimes dentro da unidade.

Entre os fatos apontados pelo Ministério Público está o suposto recebimento de R$ 9 mil por Mauro Pereira e Rangel para permitir a entrada de celulares na PED.

Em outro episódio descrito na denúncia, teria ocorrido o pagamento de R$ 300 mil para que um preso tivesse exclusividade na venda de drogas e pudesse manter uma pistola calibre 9 mm dentro da penitenciária.

As acusações são objeto de investigação e processo judicial, e os denunciados têm direito à defesa e à presunção de inocência.

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