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Terça-Feira, 13 de Janeiro de 2015, 11h:29
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Sem dinheiro, Presidente do Misto ameaça desistir do Campeonato Estadual

Rogério Vidmantas - Correspondente em Dourados (www.capitalnews.com.br)

Primeiro foi o Ubiratan que ameaçava não disputar o Campeonato Estadual por problemas financeiros e confirmou lugar apenas na manhã desta segunda-feira. Agora, a crise atravessou o Estado e foi parar em Três Lagoas. Também nesta segunda, a diretoria do Misto se reuniu e, após calcular os gastos para disputar a competição e comparar com o orçamento disponível, decidiu não ir para a disputa se não conseguir, pelo menos 100 mil reais a mais para cobrir a diferença. Se confirmada a desistência, os jogadores que já se encontram em Três Lagoas devem ser dispensados e receber pelos dias que estiveram à disposição do clube, que deve arcar também com as despesas de retorno desses atletas para suas cidades de origem.

De acordo com os números apresentados pelo presidente Antônio Carlos Teixeira, para disputar o campeonato o clube gastaria cerca de 420 mil reais, mas tem apenas 260 mil em caixa, graças ao convênio com a Prefeitura Municipal e alguns patrocinadores. "Não existe possibilidade de disputar um campeonato de Série A com o valor que temos em caixa. Era quase que previsível. É lamentável uma cidade do porte de Três Lagoas não ter representatividade no esporte que representa o povo brasileiro", disse ao site JP News.

Embora fale em abandono, Teixeira ainda deixa uma esperança para a torcida do Carcará. Para ele, com mais 100 mil reais, o clube conseguiria ir para a disputa, já que o restante conseguiria com o apoio do torcedor e outros apoiadores. "Antes de tomarmos essa decisão, eu conversei com muitas pessoas, tentei de todas as formas para que o Misto continuasse no campeonato. Agora, para que a diretoria volte atrás, só um milagre no valor de R$ 100 mil. Essa quantia já ajudaria, pois, o restante conseguiríamos levantar com arrecadações de jogos", avisa.

O que realmente pesa no orçamento do clube, de acordo com o presidente, são as filiações. Entre CBF e FFMS, seriam gastos cerca de 63 mil reais para 30 jogadores. "Toda temporada trabalhamos com esse número. Não há tempo para que o atleta recupere de uma lesão e volte a jogar, portanto, ele é substituído”.

Fora do campeonato, o Misto deverá ser punido com uma suspensão de dois anos fora de competições profissionais, devendo retornar apenas em 2018 na disputa da Série B, já que o prazo para afastamento expirou em dezembro e o Grupo A, que tem ainda Costa Rica, Serc, Comercial, Cene e Novoperário, já teria o seu rebaixado, restando aos cinco times lutarem apenas pelas quatro vagas na próxima fase.

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