Anderson Ramos/Capital News
Professores fecham a avenida Afonso Pena para mobilização
Professores da Rede Municipal de Ensino fizeram nova mobilização na manhã desta quarta-feira (17), desta vez em frente a Prefeitura Municipal de Campo Grande. Parte da Avenida Afonso Pena foi interditada, sentido shopping centro da cidade. Os professores estão em greve desde o dia 25 de maio e pedem que o prefeito Gilmar Olarte cumpra a Lei do Piso Nacional, que no caso de Campo Grande seria um reajuste de 13% nos salários.
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Faixas, cartazes, apitaço, panelaço, professores fizeram barulho e movimento na avenida Afonso Pena
Do caminhão de som os organizadores pediam o apoio dos motoristas que paravam nos semáforos das ruas laterais com buzinaço, enquanto os professores respondiam com apitaço. Segundo eles, o barulho seria para ‘acordar’ o prefeito para os problemas da cidade incluindo a greve da categoria. As faixas cruzavam as ruas, pedindo respeito e a demissão de ‘funcionários fantasmas’ para que sobre dinheiro para o pagamento dos salários. Até o titulo de eleitor foi ampliado em nome dos professores, lembrando os vereadores que as eleições municipais estão chegando e as decisões de hoje serão lembradas nas urnas. Os professores também levaram barracas, redes, guarda-sol e até um boneco simbolizando o prefeito Gilmar Olarte.
O grito de ordem do dia foi “hei, hei, hei, senhor prefeito cumpra a lei”. Segundo os organizadores, outro grupo de professores também estava na sessão comunitária da Câmara de Vereadores, no Bairro Jardim Tijuca.
Anderson Ramos/Capital News
Presidente da Associação Campo-Ggandense dos Profissionais da Educação (ACP), Geraldo Gonçalves
Negociação x Greve
Em greve desde o dia 25 de maio, somando 17 dias letivos sem aulas, a categoria diz que não aceita a última proposta da prefeitura de 8,5%. O presidente da Associação Campo-Grandense dos Profissionais da Educação (ACP), Geraldo Gonçalves, explica a categoria continua na tentativa de negociação com a prefeitura. “Nós estamos abertos para negociar, e resolver essa questão, mas não podemos abrir mão da Lei, a categoria não quer abrir mão de algo que já foi aprovado. Nós aceitamos o parcelamento, mas não nas condições que foram apresentadas.”
A mobilização segue até as 17horas, segundo os representantes do sindicato eles aguardam uma chamada do prefeito Gilmar Olarte para sentar e negociar uma proposta que seja aceitável para ambas as partes. A vereadora Luiza Ribeiro também estava presente.













