Dando continuidade ao movimento de paralisação que já se prolonga há 45 dias, professores da rede municipal de ensino estão em frente a Câmara Municipal na manhã desta quarta-feira (8) para protestar contra o poder público na demora no pagamento do reajuste dos professores municipais, onde exigem a lei 5.411/2014, solicitando o reajuste de 13,01%. De forma criativa, os professores distribuiram pizzas as pessoas que passavam pela rua e para quem estava chegando para participar da sessão.
"Sem ponto final"
Representantes da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública) de Campo Grande, juntamente com o secretário Municipal de Administração Wilson do Prado e a procuradora adjunta do município, Kátia Sarturi, se reuniram na última segunda-feira (7) para discutir a greve dos professores na rede municipal de Ensino.
O encontro teve a intermediação do promotor da 27ª Promotoria de Justiça da Infância e Juventude, Sérgio Harfouche, onde a prefeitura reconheceu que precisa cumprir a lei municipal 5.411/14, mas não estabeleceu um prazo para definir o impasse. Sem avanços para dar “um ponto final” na greve, a reunião foi suspensa para que a comissão de negociação e o prefeito, Gilmar Olarte definissem uma data provável para o cumprimento dos 13,01% exigidos pela categoria.
Já na última terça-feira (7) foi realizada uma nova reunião sem representantes da ACP, somente entre prefeitura e a promotoria. O presidente da ACP, Geraldo Gonçalves responsabilizou a demora do poder público em resolver a questão. “Queremos uma data. O fim da greve depende de uma posição da prefeitura quanto ao cumprimento da lei 5.411. A categoria aguarda uma solução urgente para acabar com esse problema”, afirma Geraldo Alves Gonçalves, presidente da ACP.
Sem conversa
Segundo o vereador Chiquinho Teles (PSD), o prefeito Gilmar Olarte não vai se encontrar com os professores porque a questão já está na justiça. “Foi o que o secretário municipal de governo Paulo Matos me disse, que como a questão está judicializada, ele não fará negociação pessoalmente”.
A ação no TJ (Tribunal de Justiça), movida pela Prefeitura desde o início da greve, questiona a legalidade do movimento e já obteve liminar limitando o número de grevistas.
Os professores pedem 13,01% de reajuste. A última proposta da Prefeitura foi reajustar os salários em 8,5%, parcelados.
Agenda de Greve
Os professores continuam o movimento nesta quarta-feira (8) na Câmara Municipal de Vereadores. Às 14 horas realizam panfletagem na Av. Afonso Pena, com a Rua 14 de julho. Caso chova, o ato será em frente a ACP. Na quinta-feira (9) será realizado um ato em frente ao IMPCG e na sexta-feira (10) acontece uma assembleia Geral Extraordinária no sindicato e as 14 horas ato em frente a prefeitura municipal de Campo Grande.
(Matéria editada as 12h35 para acréscimo de informações)













