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Educação Quarta-feira, 08 de Julho de 2015, 10:59 - A | A

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Entrave

Em protesto contra poder público, professores distribuem pizzas na Câmara Municipal

Secretário Paulo matos diz que não haverá encontro entre prefeito e professores

Taciane Peres e Melissa Schmidt
Capital News

Deurico/Capital News

Em protesto contra poder público, professores distribuem pizzas na Câmara Municipal

Dando continuidade ao movimento de paralisação que já se prolonga há 45 dias, professores da rede municipal de ensino estão em frente a Câmara Municipal na manhã desta quarta-feira (8) para protestar contra o poder público na demora no pagamento do reajuste dos professores municipais, onde exigem a lei 5.411/2014, solicitando o reajuste de 13,01%. De forma criativa, os professores distribuiram pizzas as pessoas que passavam pela rua e para quem estava chegando para participar da sessão.

Assessoria/ACP

Em protesto contra poder público, professores distribuem pizzas na Câmara Municipal


"Sem ponto final"
Representantes da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública) de Campo Grande, juntamente com o secretário Municipal de Administração Wilson do Prado e a procuradora adjunta do município, Kátia Sarturi, se reuniram na última segunda-feira (7) para discutir a greve dos professores na rede municipal de Ensino.

O encontro teve a intermediação do promotor da 27ª Promotoria de Justiça da Infância e Juventude, Sérgio Harfouche, onde a prefeitura reconheceu que precisa cumprir a lei municipal 5.411/14, mas não estabeleceu um prazo para definir o impasse. Sem avanços para dar “um ponto final” na greve, a reunião foi suspensa para que a comissão de negociação e o prefeito, Gilmar Olarte definissem uma data provável para o cumprimento dos 13,01% exigidos pela categoria.

Já na última terça-feira (7) foi realizada uma nova reunião sem representantes da ACP, somente entre prefeitura e a promotoria. O presidente da ACP, Geraldo Gonçalves responsabilizou a demora do poder público em resolver a questão.  “Queremos uma data. O fim da greve depende de uma posição da prefeitura quanto ao cumprimento da lei 5.411. A categoria aguarda uma solução urgente para acabar com esse problema”, afirma Geraldo Alves Gonçalves, presidente da ACP.


Sem conversa

Deurico/Capitalnews

pizza na camara

Segundo o vereador Chiquinho Teles (PSD), o prefeito Gilmar Olarte não vai se encontrar com os professores porque a questão já está na justiça. “Foi o que o secretário municipal de governo Paulo Matos me disse, que como a questão está judicializada, ele não fará negociação pessoalmente”.

A ação no TJ (Tribunal de Justiça), movida pela Prefeitura desde o início da greve, questiona a legalidade do movimento e já obteve liminar limitando o número de grevistas.

Os professores pedem 13,01% de reajuste. A última proposta da Prefeitura foi reajustar os salários em 8,5%, parcelados.

Agenda de Greve
Os professores continuam o movimento nesta quarta-feira (8) na Câmara Municipal de Vereadores. Às 14 horas realizam panfletagem na Av. Afonso Pena, com a Rua 14 de julho. Caso chova, o ato será em frente a ACP. Na quinta-feira (9) será realizado um ato em frente ao IMPCG e na sexta-feira (10) acontece uma assembleia Geral Extraordinária no sindicato e as 14 horas ato em frente a prefeitura municipal de Campo Grande.
(Matéria editada as 12h35 para acréscimo de informações)

Álbum de fotos

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