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Em 12 meses, o tomate apresentou variação de 8,29% e a batata de 16,10%. Preço da carne bovina (0,25%) se manteve em elevação, devido a baixa disponibilidade para o abate.
Após um trimestre de altas, o preço da cesta básica em Campo Grande apresenta sinais de queda. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a variação dos preços observada no mês de junho apresentou 3,99% de queda.
A cesta, que hoje custa em torno de R$ 349,8, mostrou diminuição no valor de treze alimentos pesquisados, o que representa R$ 14,55 em relação à cesta do mês de maio, que era de R$ 364,35.
Em junho, o óleo de soja (0,00%) foi o único item da cesta a não registrar variação de preço. Já o preço da carne bovina (0,25%) se manteve em elevação. A baixa disponibilidade para o abate, forçou o fechamento de alguns frigoríficos. O tomate (-24,87%) e a banana (-12,75%) inverteram radicalmente a trajetória de alta, observadas há alguns meses, sendo seguidos por feijão (-4,89%), manteiga (-1,75%) e café (-0,84%). Em 12 meses, o tomate apresentou variação de 8,29% e a batata de 16,10%. O feijão, em queda novamente neste mês, apresentou variação de 34,12%.
O preço do café continua negativo para o produtor, mas positivo para os consumidores, que desembolsaram em média R$ 13,83 para garantir a bebida no sexto mês do ano. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o aumento no preço do grão foi de 2,98%. Altas persistem nos preços de batata (11,11%), farinha de trigo (2,46%), pão francês (1,48%), leite (1,10%), açúcar (0,63%), arroz (0,44%).
Segundo o Dieese, até novembro, período que encerra a entressafra da cadeia leiteira, a expectativa é de alta nos preços do leite (1,10%) e derivados, embora isto não tenha acontecido com o preço da manteiga (-1,75%) em junho, em função da possibilidade de estoques deste produto. O preço do açúcar (0,63%) está mantendo a trajetória de alta, graças a orientação da produção para o atendimento do mercado de combustíveis, uma vez que o etanol tem mantido um preço mais competitivo em relação a gasolina.
A farinha de trigo (2,46%) e o pãozinho francês (1,48%) registraram altas no mês de Junho. Apesar do acumulado em 12 meses indicar retração no preço do trigo (-8,76%), o derivado aumentou (18,15%), também impactado pelos aumentos de tarifas registrados neste primeiro semestre. Apesar da boa disponibilidade do cereal, o aumento na energia elétrica impactou para a alta no preço do arroz (0,44%), ainda que este aumento tenha sido discreto.
Conforme a Constituição, o salário mínimo deve suprir despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e Previdência. Para o Dieese, em junho o mínimo ideal deveria ser R$ 3.299,66. O valor equivale a 4,19 vezes o mínimo atual, de R$ 788. Esse cálculo é feito considerando o valor da cesta mais cara (São Paulo) para uma família de quatro pessoas.
Em maio, o salário mínimo necessário correspondeu a R$ 3.377,62, o que equivalia a 4,29 vezes o piso vigente. Em junho do ano passado, o valor necessário para atender às despesas de uma família era R$ 2.979,25 ou 4,11 vezes o salário mínimo da época (R$ 724).



