O presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), Sérgio Marcolino Longen disse que a redução de 25% da jornada de trabalho e dos salários dos trabalhadores é apenas uma possibilidade, não se configurando em uma obrigação para as indústrias de MS. “A redução é de até 25% e só será feita caso a empresa apresente necessidade real de reduzir”, afirmou.
Longen destacou que a afirmação do governador André Puccinelli (PMDB) de que a redução e a demissão de funcionários contraria acordo firmado entre as indústrias que receberam incentivos fiscais e o governo do Estado “é a mesma opinião nossa, não queremos demitir ninguém”, ressaltou, dizendo que as primeiras conversas a respeito da possível redução estão apenas começando.
“As propostas serão setoriais e cada empresa vai apresentar suas reais necessidades da aplicação ou não desse corte. Cada empresa pode acatar ou não a proposta”, disse Longen, reiterando que a redução de salários e de jornada são apenas possibilidades e ainda estão no campo das discussões entre trabalhadores e patrões.
Para isso, na segunda-feira (3) uma reunião na Fiems entre o sindicato dos trabalhadores nas indústrias, empresários e Tribunal Regional do Trabalho (TRT/MS) vai pôr em pautas as reais medidas e parâmetros para que essas discussões sejam feitas com base na “legalidade”, conforme ressaltou o presidente da Fiems.

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